Artesanato de Alagoas ganha mostra em NY focada em diversidade
a exposição Alagoas feita àmão, em cartaz até o dia 25 nos pavilhões do Soho Lofts, em Nova York
Nas duas últimas décadas, o interesse mundial pelo feito à mão não parou de crescer. A princípio, motivado pelo prazer de redescobrir técnicas de produção esquecidas, mas, em boa medida, mais sustentáveis. Depois, pela possibilidade de conceber ambientes cada vez mais personalizados, a partir de um bem dosado mix: de um lado, objetos bem acabados, produzidos industrialmente. De outro, peças artesanais. Imperfeitas por natureza, mas, justamente por isso, únicas.
Nos dias de hoje, porém, um ingrediente a mais veio se somar à equação: um desejo difuso por autenticidade, que a pandemia só fez acentuar. Executado por artistas populares que perpetuam técnicas ancestrais, o objeto artesanal surge assim como um porto seguro para quem pretende decorar de maneira mais original e autêntica. Um antídoto contra a mesmice. Oferecido, ainda, na maioria das vezes, por preços bem mais em conta do que os dos produtos convencionais.
Parte integrante do projeto Casa Brasil 2022, realizado pela Apex Brasil (AgênciaBrasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), a exposição Alagoas feita àmão, em cartaz até o dia 25 nos pavilhões do Soho Lofts, em Nova York, pretende comunicar ao mundo essa condição singular desse Estado brasileiro.
Com curadoria de Marco Aurélio Pulchério e Rodrigo Ambrosio, designers epesquisadores com destacada atuação em comunidades de artesãos no País, a mostra,a lém de apresentar ao público norte-americano um inventário bastante abrangente darica produção alagoana, pretende demonstrar, na prática, como o objeto artesanal, apesar de reproduzir conhecimentos comuns a muitos, pode acabar revelando visões bastante particulares de mundo. “Além dos povos originários, Alagoas tem forteinfluência cultural africana e europeia. Soma-se a isso sua geografia bastanteheterogênea e o resultado surge na forma de um fazer artesanal multifacetado”, afirma Ambrosio.
"Condições, de fato, únicas, que se relacionam diretamente com a temática proposta pela Casa Brasil para suas mostras internacionais este ano, que é “Brasil in Natura, terra adentro”, complementa Pulchério. “Em Alagoas, podemos encontrar trabalhos de cestaria em palha no litoral sul, esculturas em argila no baixo São Francisco, além de diversos tipos de entalhes em madeira” explica Ambrosio, que mora em Maceió e figura entre os 70 profissionais no mundo elencados por Li Edelkoort, a cultuada trend setter holandesa, no seu mais recente livro, A Labour of Love (Um Trabalho de Amor).
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