Alagoana ganha prêmio internacional de fotografia no Reino Unido
Fotografa foi a única brasileira selecionada para participar
A fotografa Gabi Coêlho foi a ganhadora do concurso internacional “Art as a response to mental health”, da Doncaster Art Fair, do Reino Unido. A alagoana foi uma das 65 finalistas a concorrer ao prêmio de £400 e a única brasileira selecionada.
Com a sua obra "Qual é o limite?" a artista fala sobre os limites do corpo do artista no fazer da arte, abordando questões como medo, dor, nojo, feiura e angústia.
Para Gabi, ter sido premiada em um concurso internacional vai além de uma conquista pessoal. Em sua visão, mais espaços para artistas locais foram abertos.

“Eu sempre acredito que toda vez que algum artista local recebe um prêmio fora, é mais uma oportunidade para os demais. É uma forma de abrir portas. Cada um de nós que é visto fora, tá abrindo portas para tantos outros. E é uma forma também de entender que nosso trabalho tem qualidade para rodar o mundo”, disse.”
O seu autorretrato vencedor faz parte de uma série de mesmo nome, que está disponível para ser apreciada virtualmente clicando neste link.
A sua série também será exposta até o dia 10 de agosto em Maceió, na Galeria de Arte Fernando Lopes/Cesmac, como parte da exposição coletiva Retro Expectativas, com curadoria de Carol Gusmão.
Além ter sido prestigiada na Europa, a imagem ganhadora do concurso também foi selecionada para uma publicação no México, pela Transe Magazine.
Sobre Gabi
Gabi Coêlho tem 35 anos, nasceu e mora em Maceió. Artista Visual, com ênfase na criação de autorretratos. Nos últimos anos realizou dezenas de exposições coletivas no Brasil e em outros países, como Argentina, Romênia e Reino Unido. E publicações no Brasil e México. Recebeu o prêmio Vera Arruda/Lei Aldir Blanc/Alagoas/2020. É uma das 14 artistas selecionadas pela curadora Márcia Mello para publicação do livro Artistas Fotógrafas Alagoanas: território em expansão (2022, Melani Editora).
Gabi Coêlho dedica-se à fotografia, ao autorretrato, à fotoperformance e à pintura. Sua poética busca investigar o próprio corpo como meio de provocação do outro, ao tempo que investiga os limites deste mesmo corpo durante o fazer artístico. Através de suas provocações, Gabi propõe uma quebra no padrão da busca do belo pelo belo, lidando com temas como violência, dor, desconforto, feiura e nojo.
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