Justiça condena acusados de matar motorista por aplicativo e ocultar o corpo em 2019
Rayniery Torres Bianchi tinha 35 anos e foi atacado durante uma corrida que aceitou do Conjunto Santa Maria para o bairro São Jorge
A Justiça de Alagoas condenou, nessa segunda-feira (20), dois acusados de matar o motorista por aplicativo Rayniery Torres Bianchi, de 35 anos, crime ocorrido em 27 de junho de 2019, em Maceió. A investigação tocada, à época, pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e DEIC, apontou a dupla como sendo a responsável pela autoria material.
Ewerton do Nascimento Marques foi condenado a 19 anos, seis meses e nove dias de prisão, em regime fechado, além de pagamento correspondente a 122 dias de multa no valor de 1/30 do salário-mínimo vigente no dia em que o assassinato foi registrado. Já para Luan Vitor Bastos da Silva foi fixada pena de 18 anos, seis meses e nove dias de reclusão, igualmente em regime fechado, assim como multa de 100 dias de 1/30 do salário-mínimo.
Na sentença, a juíza Laila Kerckhoff dos Santos, do 2º Tribunal do Júri desta Capital, proferiu a condenação dos dois por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e furto qualificado, todos estes crimes tipificados no Código Penal Brasileiro. Ewerton ainda foi condenado por corromper ou facilitar a corrupção de menor (Luan era adolescente). Eles ficarão recolhidos no Presídio de Segurança Máxima da capital por determinação da magistrada.
O motorista do aplicativo 99-taxi Rayniery Torres Bianchi desapareceu no dia 27 de junho de 2019, por volta das 17h, quando foi fazer uma corrida para uma cliente do trajeto Conjunto Santa Maria para o bairro São Jorge.
A Polícia Civil constatou que Ewerton e Luan planejaram a morte do trabalhador dois dias antes do fato e o motivo seria por que a vítima estaria “paquerando” L.I.S.S. (à época uma adolescente), que seria namorada de Ewerton. Eles foram presos dias depois, durante uma operação deflagrada pela DHPP e pela Divisão Especial de Investigação e Capturas (DEIC), coordenada pelos delegados Fábio Costa, Eduardo Mero e Tacyane Ribeiro e confessaram o envolvimento na trama.
“Infelizmente, foi mais uma vítima de violência que era motorista por aplicativo, que continuam sendo alvos de criminosos nos dias atuais. A sensação, após a investigação feita e a condenação proferida, é de dever cumprido. Isso demonstra que a gente faz um trabalho sério, cuidadoso e cauteloso, que leva em consideração as provas coletadas”, destacou o delegado Fábio Costa.
A perícia confirmou que Rayniery foi assassinado por um golpe conhecido por “garrote” que, segundo a polícia, foi dado por Luan com o auxílio de Ewerton.
A DHPP apontou que, em seguida, a dupla ocultou o cadáver no canavial localizado por trás do conjunto Jardim Tropical, Village Campestre II. O corpo do motorista foi encontrado dias depois. O veículo da vítima, de marca Peugeot 207, de placa 0928, foi encontrado um dia após o desaparecimento, no Conjunto Saúde, no bairro Cidade Universitária.
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