Integrantes de facção ameaçam e extorquem vítimas por mensagens
O delegado Sidney Tenório explicou que esses tipos de golpes acontecem de dentro do sistema prisional
Mais um golpe foi registrado em Alagoas. O denominado "golpe do X vermelho" consiste em um suposto integrante de facção entrar em contato com um morador de comunidade carente, por meio de aplicativo de mensagens, e ameaçá-lo, dizendo que ele caguetou o esquema do tráfico de drogas.
"Vou mandar meus guris estourarem a sua cara, da sua irmã. Você é louco de caguetar nossa facção. Aqui é Alagoas", diz o golpista em um áudio enviado pelo app mensageiro. O suspeito usa um dialeto sulista e diz ser de Alagoas. A vítima só consegue parar com as ameaças quando é obrigada a fazer uma transferência bancária.
No caso mais recente divulgado deste golpe, a pessoa que foi o alvo diz que vai chamar a polícia, mas os golpistas dizem que, se os agentes de segurança forem envolvidos, vão mandar um integrante naquele mesmo momento para matá-la. Então, para evitar isso, ela fez um pix de R$ 63.
O delegado Sidney Tenório explicou que esses tipos de golpes acontecem de dentro do sistema prisional e, geralmente, não são nem do mesmo estado, sendo em sua maioria do Sul e Sudeste, ou até de capitais do Nordeste. Este em questão aconteceu com um número com DDD de São Paulo.
"Infelizmente, temos um grande número de smartphones que conseguem ser inseridos no presídio. Esses bandidos passam o dia inteiro na base da tentativa e erro até achar uma pessoa que caia na conversa deles", detalhou Tenório.
Ele explicou que, nestes momentos, a primeira coisa a fazer é procurar a polícia para registrar um boletim de ocorrência, informando o que está acontecendo e o número, para que o suspeito possa ser rastreado. Além disso, é importante não fazer o depósito solicitado.
"Dificilmente, esse golpe vai se concretizar se a vítima cair na lábia. Normalmente, esses caras sequer estão em Alagoas, quanto mais com potencial para mandar outro integrante para executar o alvo", finalizou.
Aqui no estado vários casos foram denunciados nas últimas semanas na Central de Polícia e nas delegacias regionais. A seção de crimes cibernéticos da Divisão Especial de Investigação e Capturas (DEIC) está dando apoio nas investigações.
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