Ministério Público convoca audiência e discute soluções para residenciais no Rio Novo
Problemas estruturais graves em razão de possível movimentação do solo
As tratativas foram para solucionar um problema de extrema gravidade que desrespeita os direitos do cidadão e ainda coloca a população em risco de vida eminente. Trata-se das condições estruturais dos residenciais Vale do Amazonas e Parnaíba, situados no bairro Rio Novo, em Maceió, que estão apresentando gravíssimos problemas estruturais, em razão de possível movimentação do solo, fato que levou a Defesa Civil do Município a desocupar e demolir alguns blocos. Por convocação do Ministério Público de Alagoas (MPAL) via Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor e Promotoria de Justiça de Urbanismo, tendo como titulares os promotores de Justiça Max Martins e Jorge Dória, respectivamente, a empresa BRK Ambiental, a Defesa Civil Municipal, a Procuradoria-Geral do Município de Maceió e uma comissão de moradores afetados sentaram à mesa, nessa quarta-feira (17), no prédio-sede da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), no bairro do Poço, para discutir estratégias e definir responsabilidades. Ao final, um despacho com nove itens foi confeccionado relacionando incumbências para cada participante. Ficou também deliberado que a Caixa Econômica Federal (Financiadora do empreendimento), a Construtora Uchôa (que é responsável pela construção dos prédios), a Secretaria de Segurança Pública (SSP/AL) e a Equatorial seriam notificadas para uma audiência, já pré-agendada, para a próxima semana, mais ainda com dia e hora a serem definidos.
Foram muitas as argumentações e contra-argumentações, sob relatos e justificativas individualizadas perante o Ministério Público que interveio para cobrar segurança, alocação das famílias, aluguel social, reparos viáveis e, em caráter urgente, relatórios da BRK e da Defesa Civil. Na região, onde estão situados os residenciais, há a constatação de afundamento de solo com profundidade de até dois metros; vazamentos e estrutura predial totalmente comprometida, inclusive, exigindo demolição de blocos.
“É uma situação bastante crítica e que fere de morte o princípio da dignidade da pessoa humana, já que as famílias que lá residem confiaram no investimento financeiro que estavam fazendo, muitas se sacrificando para cumprir com os deveres junto à Caixa Econômica. Diante do caos instalado, o Ministério Público vai exigir a proteção e a garantia dos direitos dessas pessoas. Buscaremos tratativas com a CEF para fins da suspensão do pagamento das parcelas de financiamento”, declara o promotor de Justiça Max Martins.
A BRK e a Defesa Civil de Maceió têm, a partir dessa quarta-feira (17), o prazo máximo de 48 horas para encaminhar ao MPAL todos os relatórios produzidos até o momento sobre o caso, inclusive cópia do que expuseram durante a reunião. Com prazo igual para se manifestarem estão a SSP/AL para apresentar plano de segurança a ser implementado na localidade; e, a Equatorial para identificar os postes de iluminação que causem risco à população em razão do afundamento do solo e adotar as medidas cabíveis. A Construtora Uchôa será notificada para à próxima audiência, com o objetivo de se manifestar sobre os aspectos construtivos do empreendimento, e, a Caixa Econômica Federal para discutir o projeto da construção dos imóveis por ela financiados e também a possibilidade da suspensão das prestações.
“Trouxemos à discussão uma realidade preocupante e que requer medidas emergenciais para que se evite o trágico. Vejam, trata-se de um local com residenciais sobre um solo que apresenta sinais de rastejo, e vários vazamentos de água registrados. Basta que vejamos os prédios e as vias públicas com rachaduras de grande espessura para ter convicção de que há um problema grave causando pânico a muitas famílias. As pessoas que lá residem merecem respeito porque cumprem com suas obrigações e nem todas têm para onde ir. A Defesa Civil já afirmou a necessidade de desocupação dos imóveis e precisamos agir com brevidade”, afirma o promotor de Justiça Jorge Dória, titular da Promotoria de Urbanismo da Capital.
A BRK esteve representada, presencialmente, pelos senhores Wilson Bombo e Paulo Manoel Monstans, com participação virtual a advogada Luísa Sottili; A Procuradoria do Município de Maceió pelo procurador Gustavo Esteves; a Defesa Civil Municipal esteve na reunião com uma comissão avolumada e composta por Thiago Alexandre Sarmento, José Anderson Daniel Ferreira, Guilherme Henrique Silva Santos, Matheus Lima, Katiane Moraes da Silva, Arnaldo Sarmento de Azevedo Neto, Júlio Normande, Eugênio Dantas, Fábio Alexandre e Abelardo Pedro Nobre Júnior . Já os residenciais foram representados por uma comissão de cinco moradores e pelos advogados Thales Melo Rocha Leite e Simone Carnaúba. Outros moradores acompanharam as discussões.
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