Trabalho infantil doméstico atinge mais de 23 mil meninas no Nordeste
Em Alagoas esse tipo de crime vem aumentando nos últimos anos
Aproximadamente 26 mil crianças e adolescente de cinco até 17 anos de idade foram encontradas exercendo trabalho infantil doméstico no Nordeste, no ano de 2019. Em Alagoas, 419 jovens dessa categoria foram identificados.
Os dados foram divulgados no relatório do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), divulgado em 2022.
De acordo com os dados publicados, o estado de Alagoas aparece como o 6º estado do Nordeste com o maior número de casos registrados no ano onde a pesquisa foi realizada.
Apesar de não estar nem perto dos primeiros colocados, em 2018 e 2017, o estado ocupava o último lugar, ou seja, há cinco anos Alagoas era o estado do Nordeste com o menor número de casos de trabalho infantil doméstico registrado.
SEXO E RAÇA NO NORDESTE
Além dos dados gerais coletados pelo FNPETI, informações específicas sobre o perfil dessas crianças e adolescentes encontradas no Nordeste também foram divulgados.
De acordo com os dados, a maior parte dessas pessoas eram negras, somando 19.763 em 2019, representando 74,9% do total.
Outro fator a ser levado em consideração é que naquele ano, a maior parte das crianças e dos jovens realizando trabalho infantil eram mulheres, com 23.343 registros, sejam eles de mulheres negras ou brancas.
A baixa frequência na escola também é um fator comum entre a maioria dessas vítimas, acometendo 21.805 do total dessas crianças e adolescentes. Ou seja, 82,6% de todas essas pessoas não estavam tendo acesso à educação de forma adequada.
O PROBLEMA
O trabalho doméstico realizado por crianças e adolescentes faz parte da lista das piores formas de trabalho infantil, por expor crianças e adolescentes a riscos de lesões por esforço repetitivo, exposição a produtos químicos, queimaduras e outras situações de risco.
Para além de danos físicos, o trabalho infantil doméstico expõe crianças e adolescentes ao abuso sexual e às violências físicas e psicológicas.
O trabalho infantil doméstico, mesmo quando realizado nos próprios lares, viola direitos de crianças e adolescentes à vida, à saúde, à educação, ao lazer e ao brincar, pelas condições em que ele é executado.
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