Comitê Técnico realiza vistorias nas áreas adjacentes aos bairros afetados pelo afundamento do solo
Trabalho periódico é feito para assegurar o limite da área atingida
O Comitê Técnico, coordenado pela Defesa Civil de Maceió, finaliza nesta quinta-feira (1°) mais um período de visitas nas áreas adjacentes ao Mapa de Linhas de Ações Prioritárias (V4), que delimita o espaço afetado pelo processo de subsidência que atingiu cinco bairros de Maceió, decorrente da mineração de sal-gema pela Braskem.
As vistorias acontecem periodicamente para conferir se houve avanço ou surgiram novas manifestações patológicas nas áreas de monitoramento (chamada de área 01). “O comitê visita toda área limite dos bairros atingidos e avalia in loco se há novos danos ou evolução do fenômeno nas áreas de borda”, explica a coordenadora do Centro Integrado de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (CIMADEC), Caroline Vasconcelos.
As vistorias, que são parte do Termo de Acordo realizado com a mineradora, ocorrem periodicamente e são parte do abrangente monitoramento do CIMADEC nos bairros com afundamento de solo e, após essas visitas são realizados relatórios sobre as situações identificadas no campo.
Monitoramento constante
Técnicos da área de Geologia, Geografia e Engenharia de Agrimensura e Civil fazem o monitoramento diário, no período de 24 horas, pelos equipamentos instalados em toda a área e em seu entorno. Um deles é a rede DGPS's, que é um Sistema de Posicionamento Global Diferencial, que pode medir a movimentação do solo vertical e horizontal (3D) em milímetros, em tempo real.
Os dados dos deslocamentos em superfície, subsuperfície e possível inclinação e rotação, têm por objetivo acompanhar a evolução espacial e temporal do fenômeno de subsidência.
Métodos utilizados
Rede sismológica com 14 sensores superficiais e 12 em profundidade;
Interferometria de radar por abertura sintética (InSAR) em uma área de aproximadamente 16 km², e com alta resolução espacial;
75 Receptores com Sistema diferencial de navegação Global por satélite (DGPS's);
Quatro Inclinômetros com 250m de profundidade e sensores a cada 1m;
13 Tiltímetros;
Três Pluviômetros instalados próximos a área afetada.
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