Paulo Dantas: O deputado com raízes do sertão que virou governador de Alagoas
Portal 7 Segundos traz a trajetória do chefe do Executivo que toma posse no dia 1º de janeiro
Nascido em Maceió e criado no sertão alagoano, especificamente, no município de Batalha, Paulo Suruagy do Amaral Dantas, de 43 anos de idade, surge como o novo líder político que irá governar Alagoas, nos próximos quatro anos. Até a chegada ao posto de chefe do Executivo alagoano, ele travou uma verdadeira batalha. Lutou para se tornar conhecido e conquistar a confiança da população e enfrentou as destruidoras fake news e o que classificou de “jogo sujo” dos adversários. Mas o reconhecimento e a justiça vieram no dia 30 de outubro passado, quando foi eleito governador com 829.487 votos, o que representou 52,495% dos votos válidos. E coincidentemente, o que chama atenção, é que durante a campanha eleitoral, Paulo Dantas, que se mostrou ter o “coração trabalhador”, e afirmou acordar cedo para pegar no batente, nasceu no dia 19 de março, data destinada a devoção católica de São José, pai de Jesus, e tido como o santo dos trabalhadores.
De Batalha, sertanejo parte para Maceió representar seu povo no Parlamento
Após missão cumprida nas terras de Batalha, onde foi prefeito por dois mandatos consecutivos de prefeito (2005 a 2008 e 2009 a 2012), Paulo Dantas parte para Maceió. Para a travessia do sertão alagoano até a capital alagoana, ele leva na bagagem o sonho de representar o povo batalhense, na ALE.
Em 2018, Paulo Dantas foi eleito deputado estadual com 38.397 votos. Ele exerceu o mandato popular na 19ª legislatura do Parlamento alagoano. Na oportunidade, estabeleceu como prioridade de ação a defesa da saúde, educação, segurança, assistência social e infraestrutura, além das obras complementares para uso pleno do Canal do Sertão.
Ainda durante a ação legislativa, Paulo Dantas articulou e votou favorável aos projetos e programas, como os que viabilizaram duplicações de rodovias, construção de novos hospitais, criação do Cartão CRIA e o uso do FECOEP para amparar efetivamente a extrema pobreza.
Outras razões foram realizadas enquanto atuou como deputado estadual. Mas o destino ainda reservava algo muito além do Parlamento alagoano.
Trama tenta pôr fim em trajetória política
O capítulo dessa história de Paulo Dantas na Assembleia Legislativa poderia ter sido outro. Isso porque antes, mesmo, de ser eleito deputado estadual, o produtor rural teve um livramento. Escapou de uma armação contra a vida dele.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, havia um possível plano tramado pela família Boiadeiro para matar Paulo Dantas e sua esposa Marina Dantas.
Segundo o que os delegados Fábio Costa e Thiago Prado, da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), à época, pistoleiros pernambucanos haviam sido contratados e recebidos R$ 290 mil como parte do pagamento para cometer o crime.
Ainda conforme apontaram as investigações, o crime aconteceria em junho, meses antes das eleições. Os criminosos teriam até prometido festejar o assassinato durante 20 dias.
Destino político muito além de deputado estadual
O destino traçava algo a mais do que ocupar apenas deputado estadual. E assim como os especialistas em análise política e até o próprio Paulo Dantas não imaginavam o que estaria por vir.
O até então governador Renan Filho (MDB), renunciou ao cargo para concorrer ao Senado Federal - do qual foi eleito –, e para o lugar dele, apoiou a candidatura de Paulo Dantas, para o Governo de Alagoas. Vale destacar que o ex-prefeito de Batalha é emedebista desde que se conhece como gente.
O anúncio do nome de Paulo Dantas à disputa ao Palácio República dos Palmares surpreendeu e contrariou qualquer previsão de estudiosos. Na ocasião, ele topou o desafiou, lançou-se candidato e foi eleito de forma indireta em maio deste ano pelos deputados estaduais. Ele obteve mais da metade da metade dos votos dos seus pares. o caso, ele concluiu o mandato de Renan Filho (MDB) e Luciano Barbosa (MDB), que renunciaram aos cargos de governador e vice, respectivamente.
STF devolve mandato a Paulo Dantas reconhecendo “injustiça” de ministra
Quando tinha o nome citado como candidato ao Governo de Alagoas, ouvia-se nas ruas de Maceió o seguinte questionamento: “Quem é Paulo Dantas?”. Diante desse cenário de dúvida, ele enfrentou três candidaturas de personagens bem conhecidos dos alagoanos e com trajetórias que marcaram o "mundo político": Fernando Collor, Rui Palmeira e Rodrigo Cunha.
Além dos três concorrentes, Paulo Dantas teve que superar o período que ficou afastado do cargo de governador por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em solicitação da ministra Laurita Vaz, que julgou processo impetrado por coligação de Rodrigo Cunha. Ele ficou impedido de participar de inserções no horário eleitoral e ir até o Palácio República dos Palmares. Ele foi acusado de de desvio de dinheiro público, na época que esteve como deputado estadual na ALE. Porém, o Supremo Tribunal Federal (STF), o devolveu o cargo e ele voltou a comando do governo, vencendo no primeiro turno.
Fica ao lado do pai, derrota “jogo sujo”, supera fake news e vence as eleições
Quando tudo parecia estar tranquilo, faltando apenas o embate com Rodrigo Cunha, no segundo turno, surgiu um vídeo em que o pai dele, o ex-deputado estadual Luiz Dantas, pedia para que ele desistisse da candidatura. De acordo com informações, as declarações de Luiz Dantas teriam sido arquitetadas pelo grupo de oposição que supostamente estaria, na oportunidade, apoiando a candidatura de Rodrigo Cunha.
Diante do fato, Paulo Dantas mandou mensagem de respeito ao seu pai e seguiu em frente com a candidatura. Após este caso, ele ainda foi alvo de várias fake news, comprovadas pela Justiça Eleitoral, que concedeu direito de resposta a Paulo Dantas.
Mantendo-se firme na proposta política, o emedebista foi reeleito governador com 829.487 votos, o que representou 52,495% dos votos válidos. O restante dos capítulos da história de Paulo Dantas tem reinício no próximo domingo, dia 1º de janeiro de 2023, quando toma posse para o segundo mandato.
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