STF prioriza restauro de pelo menos 30 peças até início do ano judiciário
Corte estima que a reconstrução total do edifício-sede deverá ser feita em meses
Após atos criminosos que depredaram prédios públicos de Brasília, o Supremo Tribunal Federal começou a restaurar peças vandalizadas da Corte. A equipe de restauração tem como prioridade inicial o restauro de pelo menos 30 peças, que ficam no plenário do tribunal e no térreo.
O tribunal tem o foco de reconstruir, nas próximas duas semanas, o plenário para reabrir o ano judiciário em 1º de fevereiro. A Corte estima que a reconstrução total do edifício-sede deverá ser feita em meses.
O número total de peças danificadas ainda não foi contabilizado Até agora, sete pessoas trabalham para restaurar as peças da Corte, mas o número de colaboradores poderá aumentar.
Para Marcos Antônio de Faria, gerente de preservação e restauração do STF, o nível do estrago foi grande e o valor é inestimável.
“Esse setor já funciona há muito tempo e a nossa atividade é de preservar, mas dessa vez temos que restaurar. Alguns itens não serão passíveis de restauração, como vazos artísticos, itens de cerâmica, simplesmente se quebraram é mesmo que consigamos reunir todos eles, não há restauração. Utilizaram água, e danificaram as obras. Primeiro foi uma ação de salvamento. E aí depois de recolher fragmentos e pedaços das obras agora a prioridade é cuidar”, disse.
O Supremo Tribunal Federal (STF) informou à Advocacia-Geral da União (AGU) que a estimativa parcial dos custos de reparação dos danos causados pelos atos criminosos ocorridos no dia 8 de janeiro no edifício-sede é R$ 5,9 milhões.
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