Novo diretor diz que PRF “não tem partido” e que imagem da corporação foi “maculada”
Antônio Fernando Souza Oliveira é policial rodoviário federal há 29 anos e foi superintendente no Maranhão antes de ser nomeado para o comando
O novo diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Antônio Fernando Souza Oliveira tomou posse nesta quarta-feira (8), em Brasília com a promessa de afastar a corporação de bandeiras políticas e de recuperar a imagem da instituição, desgastada no governo Jair Bolsonaro (PL).
Oliveira disse que “atos isolados” e “abomináveis” lançaram “desconfiança” sobre a corporação e falou em ‘resgatar a essência’ da PRF.
“A reputação lapidada ao longo de décadas de repente se viu atingida e maculada”, afirmou. “Precisamos fazer o que fazemos de melhor e resgatar nossa essência de polícia cidadã, porque cidadania não é outra coisa se não outro nome para democracia.”
Ao longo dos últimos quatro anos, a PRF esteve no centro de pelo menos três grandes crises. A primeira foi o assassinato de Genivaldo de Jesus Santos, asfixiado com gás de pimenta no porta-malas de uma viatura em Sergipe.
O episódio levantou o debate sobre a violência das abordagens policiais e sobre a lacuna de diretrizes de direitos humanos nos cursos de formação dos agentes.
A segunda foram as operações policiais feitas no segundo turno da eleição. A PRF desobedeceu o comando do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e abordou ônibus de passageiros no dia da votação, sobretudo no Nordeste, reduto eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Foram ao menos 560 operações. O PT encampou a narrativa de que a corporação foi usada politicamente para dificultar o voto na região.
Por fim, o antigo chefe da corporação, Silvinei Vasques, caiu em meio a suspeitas de que a corporação demorou a agir para impedir a ocupação de rodovias federais por apoiadores de Bolsonaro que fecharam estradas para protestar contra o resultado da eleição.
Em seu discurso de posse, Oliveira disse que o momento é de ‘reconstrução da nação’ e que valores como ‘educação, civilidade e respeito’ serão reforçados na nova administração.
O diretor-geral da PRF afirmou ainda que a corporação é um “órgão de Estado, não tem partido” e não vai “pactuar com qualquer investida contra a democracia’.
“Um mês após um dos episódios mais deploráveis do estado brasileiro resta evidente que a defesa dos ideais republicanos não deve ser meramente retórica, deve ser praticada diariamente em cada ação, gesto, palavra”, defendeu ao lembrar os atos golpistas do dia 8 de janeiro, quando bolsonaristas radicais invadiram e depredaram os prédios do Planalto, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF).
Antônio Fernando Souza Oliveira é policial rodoviário federal há 29 anos. Ele foi superintendente no Maranhão antes de ser nomeado pelo ministro da Justiça, Flávio Dino, para comandar a corporação.
Últimas notícias
“Haverá sinais”: postagem de Eudócia após caminhada com JHC e Alfredo Gaspar aumenta especulações sobre 2026
Turista gaúcha recupera celular após ação rápida da Oplit na orla de Maceió
Paciente em SP com suspeita de ebola testa positivo para meningite
Carro capota e fica completamente destruído na AL-130, no sertão alagoano
Acidente de moto deixa jovem morto na AL-140, em Mata Grande
Jovem é preso com arma de fogo durante vaquejada em Arapiraca
Vídeos e noticias mais lidas
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Mototaxista é assassinado a tiros em São Luís do Quitunde
