Bairros nobres e periféricos de Maceió evitam responder Censo do IBGE
Pouca receptividade e falta de segurança foram alguns dos motivos apontados
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) enfrentou dificuldades ao entrevistar a população de bairros ricos e populares em Maceió. É o que revela o Coordenador de Área do Censo Demográfico de 2022 na capital alagoana.
De acordo com Sidney Amorim, o responsável pela coordenação do Censo, apesar das dificuldades serem comuns em grandes cidades brasileiras, dois pontos foram levados em consideração em específico em Maceió.
“Primeiro, nos bairros mais ricos a falta de receptividade por parte dos informantes, com recusas dos moradores, portarias eletrônicas, acesso aos condomínios. Segundo, nos bairros mais populares e comunidades a maior dificuldade esteve relacionada à segurança dos recenseadores, em virtude de conflitos entre facções rivais, sendo necessário um contato prévio com as lideranças locais. Essas foram as principais dificuldades em Maceió”, revelou.
Questionado se essas dificuldades teriam impactado negativamente o resultado do Censo 2022, Sidney revelou que todos esses problemas foram contornados.
“Elas foram contornadas [as dificuldades], sim. A gente conseguiu entrar em contato com administradoras, e síndicos. A gente teve parceria da Prefeitura pra ver essas questões também nos condomínios. E a gente conseguiu contornar. Tanto essa dificuldade na parte rica da cidade e na parte periférica, a gente manteve contato com as lideranças locais e aí a gente conseguiu também acessar as comunidades para fazer a coleta. Então assim, as dificuldades atrasaram um pouco, mas não impediram que o trabalho fosse feito, não. A gente conseguiu fazer tudo”, explicou.
O resultado do Censo Demográfico do IBGE é visto como um bem público e pode ser consultado diretamente no site do instituto. Os resultados serão divulgados entre os anos de 2022 e 2025 e podem ser consultados neste link.
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