Comissão da Câmara rejeita projeto que declara Princesa Isabel patrona da Abolição da Escravatura
Deputado Tarcísio Motta (PSOL-RJ), relator do parecer pela rejeição, justificou que a abolição foi fruto de vários processos históricos e que considera “equivocado” considerar a princesa como patrona
A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados rejeitou, nesta quarta-feira (20), o projeto de lei que buscava tornar a Princesa Isabel patrona da abolição da escravatura no Brasil.
O relator do parecer pela rejeição do projeto, deputado Tarcísio Motta (PSOL-RJ), afirmou que reconhecer a princesa como patrona do movimento é “equivocado”.
O parlamentar justificou a decisão por considerar que “a abolição da escravidão é fruto de vários processos históricos, de coletivos da sociedade brasileira, da luta de negros e negras na resistência à escravidão”, e não do “Estado que manteve a escravidão por mais tempo no mundo”.
“Não é possível que a gente faça mais uma homenagem. Durante séculos de gerações chamaram ela de redentora, enquanto nós precisamos entender que o processo foi de muita luta e que, se dependesse do Estado brasileiro, a escravidão não teria acabado. Na verdade, Isabel é patrona da escravidão, e não da abolição”, declarou Motta.
O projeto, de 2019, é de autoria dos deputados da oposição Bia Kicis (PL-DF), Carla Zambelli (PL-SP), Caroline de Toni (PL-SC), Chris Tonietto (PL-RJ), Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Filipe Barros (PL-PR), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), e Sanderson (PL-RS).
Segundo a justificativa, o texto previa reconhecer a importância da participação da Princesa Isabel no processo de extinção da escravidão no Brasil, com a assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888.
O relator original do projeto na comissão, Paulo Fernando (Republicanos-DF), elaborou parecer favorável, mas foi derrotado nesta quarta. Na avaliação dele, declarar a Princesa Isabel patrona da abolição seria “promover o justo reconhecimento histórico de sua contribuição”.
Um segundo relatório, pela rejeição do projeto de lei, foi então elaborado por Tarcísio Motta, e aprovado.
Com a rejeição na comissão, a princípio, o projeto de lei deve ser arquivado. A previsão é que será aberto um prazo para recurso de cinco sessões do plenário pela Secretaria-Geral da Mesa, como é de praxe. Caso algum deputado apresente um recurso, este será votado no plenário. Se não tiver, o projeto será arquivado definitivamente.
Últimas notícias
Advogado encontrado baleado na casa dos pais morre no HGE em Maceió
Chega a 46 o número de mortos nas chuvas na Zona da Mata Mineira
Casa da Mulher Alagoana recebe ação para viabilizar empregos a mulheres
"Não tem justificativa para trazer de volta o gestor da pior pasta de Alagoas", diz Cabo Bebeto
Caminhão-pipa quebra e fica atravessado no meio da pista em Arapiraca
Prefeitura de Major Izidoro intensifica manutenção e limpeza de barragens na zona rural
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
