Rodrigo Cunha assina PEC que faz com que decisões do STF tenham que ser votadas e aprovadas no Congresso
“Respeito o STF e respeito a Justiça nacional. Mas precisamos encontrar um equilíbrio que garanta a independência dos poderes e que preserve o interesse da sociedade brasileira diante das posições que estão sendo adotas pela Supremo."
O senador alagoano Rodrigo Cunha (Podemos) está entre os senadores que assinaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 56/2023, que determina que as decisões do STF através de Súmulas Vinculantes, como as que definirem sobre aborto, descriminalização da maconha e imposto sindical por exemplo, agora terão que ser votadas e aprovadas por deputados e senadores para que tenham validade.
“Respeito o STF e respeito a Justiça nacional. Mas precisamos encontrar um equilíbrio que garanta a independência dos poderes e que preserve o interesse da sociedade brasileira diante das posições que estão sendo adotas pela Supremo. Especialmente no que diz respeito à validação de medidas de grande impacto, de amplo debate nacional, e que afetam diretamente a população”, disse Rodrigo Cunha.
O Projeto determina que aprovado ou revisado enunciado de súmula pelo Supremo Tribunal Federal este deverá ser submetido à apreciação do Congresso Nacional que deliberará, por maioria absoluta e por meio de resolução, em sessão conjunta de suas Casas, sobre efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.
Para evitar que as discussões se arrastem, a PEC também determina que o Congresso Nacional terá o prazo improrrogável de sessenta dias para a apreciação da matéria, a contar de seu recebimento, suspendendo-se o prazo durante os períodos de recesso parlamentar. Se esgotado sem deliberação o prazo estabelecido, o enunciado de súmula será incluído na ordem do dia da sessão imediata, sobrestadas todas as demais deliberações de ambas as Casas do Congresso Nacional até sua votação final.
Caberá à comissão mista de Deputados e Senadores examinar os enunciados de súmula e sobre eles emitir parecer, antes de serem apreciados pelo Congresso Nacional. Cabe ao Congresso Nacional apenas decidir se o enunciado de súmula produzirá ou não efeito vinculante, não podendo aprová-lo com redação diversa daquela que lhe foi encaminhada pelo Supremo Tribunal Federal. Rejeitada a possibilidade de produção de efeito vinculante, o enunciado de súmula permanecerá válido, porém com efeito meramente persuasivo.
Últimas notícias
Bolsonaro volta à prisão na PF após receber alta hospitalar
Primeira-dama e prefeito JHC divulgam programação do Verão Massayó 2026
Turistas e ambulantes bloqueiam trânsito na orla da Ponta Verde e DMTT pede apoio da polícia
Jangada com fogos vira no mar e provoca pânico durante Réveillon em Maragogi
Primeiro bebê de 2026 em Alagoas nasce no Hospital da Mulher, em Maceió
Gusttavo Lima faz pocket show surpresa em resort na Barra de São Miguel e encanta hóspedes
Vídeos e noticias mais lidas
Policial Militar é preso após invadir motel e executar enfermeiro em Arapiraca
Alagoas registrou aumento no número de homicídios, aponta Governo Federal
Saiba o que a esposa do PM suspeito de matar enfermeiro disse em depoimento à polícia
Estado de Alagoas deve pagar R$ 8,6 milhões a motoristas de transporte escolar
