Após pedido do Ministério Público, Arnóbio Cavalcanti, acusado de assassinar Joana Mendes, é preso novamente
Joana Mendes foi assassinada com 32 facadas no rosto, em outubro de 2016, após se encontrar com o ex-marido, Arnóbio Cavalcanti.
O Ministério Público do Estado de Alagoas requereu, no último dia 12, a prisão de Arnóbio Cavalcanti, réu no processo de feminicídio contra a professora Joana Mendes. Ele foi detido nessa quinta-feira (14). No documento anexado à ação penal, o promotor de Justiça Antônio Vilas Boas alegou que o laudo psiquiátrico apresentado por Arnóbio está sob suspeita podendo, o acusado, ter cometido os crimes de fraude processual, falsidade ideológica e corrupção ativa. O MPAL também solicitou a abertura de inquérito policial para investigar se, de fato, houve o cometimento de tais práticas ilícitas.
Ao questionar as informações contidas no parecer técnico psiquiátrico, assinado por um médico de São Paulo, o promotor Antônio Vilas Boas alegou “não existir indicativos de que o avaliado seja portador de algum transtorno mental e, portanto, sendo desnecessário qualquer exame médico psiquiátrico para aferir a sua higidez mental”.
“Não bastasse, há dúvida razoável quanto a veracidade do relatório acostado pela defesa do acusado, bem como a existência de indícios de crimes de fraude processual, falsidade ideológica e corrupção ativa, razão por que requer o Ministério Público que seja oficiado o delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas para que designe um delegado especial para investigar esses supostos crimes”, diz um trecho do documento assinado pelo promotor de Justiça Antônio Vilas Boas.
O caso
Joana Mendes foi assassinada com 32 facadas no rosto, em outubro de 2016, após se encontrar com o ex-marido, Arnóbio Cavalcanti. Ele, dissimulando que queria conversar com a vítima sobre o divórcio, atraio-a para dentro de um carro, onde desferiu os golpes de arma branca contra a ex-mulher. A causa da morte de Joana foi choque hipovolêmico, intercorrência emergencial causada pela perda, em grande quantidade, de líquidos e sangue.
O réu alegou não se lembrar de ter cometido o assassinato e apresentou um lado que atestou insanidade mental. No entanto, o Ministério Público contesta o resultado do exame e suspeita que ele tinha sido uma fraude.
Após adiar o júri, que estava marcado para o próximo dia 18, o Judiciário atendeu o pedido formulado pelo Ministério Público para a prisão preventiva do réu e designando a nova data para julgamento, que deverá ocorrer no início de 2024.
Últimas notícias
Carreta com carga avaliada em 1,5 milhão é interceptada na rodovia AL-220, em Arapiraca
Milenaverso: como Milena virou desenho animado fora do BBB 26
“Acelera freando”: veja o que há por trás do vídeo que viralizou em MG
Mãe viraliza ao transformar marmita dos filhos em obras-primas; veja
Homem é preso por tráfico de entorpecentes no bairro Canafístula, em Arapiraca
Advogado encontrado baleado na casa dos pais morre no HGE em Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
