Saúde

Casos de dengue reduzem em quase 90% em Alagoas

Número de mortes pela doença também caíram no Estado

Por 7Segundos com Assessoria 16/01/2024 11h11
Casos de dengue reduzem em quase 90% em Alagoas
O enfrentamento à doença é um desafio constante em todo o território nacional - Foto: Carla Cleto

Os casos confirmados de dengue em Alagoas reduziram em quase 90% de uma no para outro. Os dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informam quede janeiro a dezembro de 2022 foram registrados 33.609 casos da doença no
estado e neste ano, no mesmo período, 4.287. Os casos de mortes por dengue também apresentaram uma queda.

Em 2022 no período de janeiro a dezembro foram registradas 21 mortes e no mesmo período de 2023, o número caiu para quatro. Mas, mesmo com a redução no número de casos e óbitos, a Sesau orienta a população sobre a importância de
ações preventivas para conter a proliferação da dengue, disseminada pelo mosquito Aedes aegypti.

Os dados da Sesau mostram que ao comparar os anos de 2022 e 2023, percebe-se uma redução no número de casos, já que em 2022 o Estado apresentou uma epidemia e em 2023 a doença manteve-se endêmica no território, apresentando
menor número de casos.

As ações desenvolvidas contaram com monitoramento do número de casos no território, capacitação de manejo clínico para médicos e enfermeiros atuantes nos serviços de saúde e suporte técnico aos municípios, atualizações dos agentes de endemias frente aos trabalhos de campo, que inclui junto aos agentes comunitários de saúde o trabalho educativo, bem como a remoção manual de focos de Aedes aegypti. Soma-se a isso, os esforços para diagnóstico laboratorial
pelo Laboratório Central de Saúde Pública.

O secretário de Estado da Saúde, Gustavo Pontes de Miranda, destacou o quanto o enfrentamento à doença é um desafio constante em todo o território nacional.“A população precisa estar atenta independentemente do período de sazonalidade
do vírus, uma vez que a dengue é endêmica em Alagoas devido ao clima tropical, propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti”, pontuou o gestor.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), a dengue é a arbovirose urbana mais prevalente nas Américas, principalmente no Brasil. Sendo uma doença febril, ela tem se mostrado de grande importância na saúde pública nos últimos
anos. O vírus dengue (DENV) é um arbovírus transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti e possui quatro sorotipos diferentes (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4).

Ainda segundo o Ministério da Saúde, todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém as pessoas mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.

Os principais sintomas da dengue são febre alta; dor no corpo e articulações; dor atrás dos olhos; mal estar; falta de apetite; dor de cabeça; e manchas vermelhas no corpo. No entanto, a infecção pela doença também pode ser assintomática (sem sintomas), apresentar quadro leve, sinais de alarme e de gravidade.