Artesão queimado em tentativa de latrocínio tem alta do HGE e volta para casa da família
José estava desaparecido para a sua família havia mais de um ano, quando decidiu sair de São Caetano em busca de novas oportunidades
Após quinze dias internado, o artesão José Carlos dos Santos, de 42 anos, finalmente voltou para a sua cidade, São Caetano, localizada no agreste pernambucano. Ele foi admitido no Hospital Geral do Estado (HGE) no último dia 15 de abril com queimaduras causadas por tentativa de latrocínio quando dormia, no bairro do Feitosa. Na última terça-feira (30), um amigo o acolheu e levou até o ônibus com destino a sua cidade natal.

José estava desaparecido para a sua família havia mais de um ano, quando decidiu sair de São Caetano em busca de novas oportunidades. Ele percorreu várias cidades litorâneas, da Paraíba a Alagoas, vendendo os seus produtos criados pelo aproveitamento de latinhas de alumínio. Até que, na madrugada do último dia 15, quando dormia nas proximidades da rodoviária de Maceió, ele foi abordado por um grupo criminoso que o roubou, o agrediu fisicamente e, quando desmaiado, atearam fogo em seu corpo.
“Não tinha ninguém para me ajudar, já acordei com o fogo em cima de mim. Como estava chovendo, eu fui para a chuva, o que me ajudou a apagar logo. Nessa hora passou um carroceiro, perguntei se tinha como pedir ajuda, mas ele não tinha celular. Disse para ir à UPA [Unidade de Pronto Atendimento], mas eram três horas da manhã, não passava ninguém. Então fui caminhando até chegar em Jaraguá”, recordou o artesão, que é solteiro e analfabeto.
Transferido da UPA de Jaraguá para o HGE, devido às queimaduras de segundo grau no tronco, ombros e orelhas, que juntas representam 8% da área total de seu corpo, ele foi assistido pela equipe multidisciplinar do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do HGE, que acionou a equipe da Sala Lilás do HGE, ligada à Rede de Atenção às Violências (RAV), vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
“Quando a equipe conversou com ele, o paciente relatou o desejo em reencontrar os seus familiares. Informou o nome de um ex-vereador de sua cidade como pista para encontrar a sua irmã, que mora em São Caetano. Após alguns contatos, conseguimos. A irmã Simone se mostrou muito feliz, porém, por falta de recursos, não pôde vir buscá-lo, então pediu ao amigo Auricelio de Silva para representá-los e levá-lo até o veículo que o transportará de volta para casa”, explicou a coordenadora da Sala Lilás do HGE, Tatiane Barbosa.
Auricelio da Silva é condutor de moto por aplicativo e foi reconhecido por José Carlos. Ele contou à equipe da RAV e do CTQ que a família recebeu a notícia do amigo com muita alegria e está ansiosa pelo reencontro. Um tanto tímido, ele lembra que conheceu o artesão por meio da sua irmã Simone, a mesma que foi contatada pela equipe da RAV.
“Como eles não puderam vir à Maceió, me pediram para ajudá-los vindo ao HGE para também demonstrar o sentimento deles de gratidão por todo o cuidado e atenção dado a José. Agora irei levá-lo até o transporte, na esperança que tudo isso fique para trás e ele possa superar essas dores com melhores momentos de saúde e alegria”, disse Auricelio, que informou a José que agora vai morar com a sua irmã na cidade pernambucana.
Veja também
Últimas notícias
Hemoal leva equipe itinerante para captar sangue em Coruripe nesta quinta (16)
Leôncio, elefante-marinho morto em AL, é homenageado em mural do Biota
Hospital Regional de Palmeira dos Índios implanta especialidade em odontologia
Nascimento raro de 90 tartarugas-verdes é registrado no litoral de Alagoas
Fabio Costa reforça apoio a famílias de autistas e ultrapassa R$ 12 milhões em emendas destinadas
Alfredo Gaspar entrega relatório da CPMI do INSS ao STF com 216 indiciados
Vídeos e noticias mais lidas
Mistério em Arapiraca: saiba quem era o empresário morto a tiros em condomínio
Cunhado de vereador é encontrado morto a tiros dentro de condomínio em Arapiraca
Creche em Arapiraca homenageia Helena Tereza dos Santos, matriarca do Grupo Coringa
Ciclista morre após ser atingida por carro e ser atropelada por caminhão em Arapiraca
