STJ mantém prisão de empresário acusado de atirar em carro de Kátia Born
Ex-prefeita de Maceió e sua companheira foram ameaçadas pelo empresário
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou nesta sexta-feira (07), a prisão do empresário Carlos André César de Miranda, de 56 anos. Ele é acusado de disparar contra o carro da ex-prefeita de Maceió e atual secretária de Estado da Assistência Social, Kátia Born. O incidente ocorreu quando o veículo estava vazio.
Além dos disparos, Carlos André é acusado de proferir ataques homofóbicos e ameaças contra Kátia Born e sua companheira, Mara Ribeiro, pró-reitora da Uncisal. A decisão do STJ foi proferida pelo ministro Jesuíno Rissato, que analisou um recurso de habeas corpus apresentado pela defesa do empresário e reafirmou a legalidade da prisão preventiva. A defesa argumentou que a invasão da casa do empresário pelos policiais foi ilegal devido à falta de autorização para a entrada e que a prisão preventiva carecia de fundamentação adequada, citando as condições pessoais favoráveis do acusado e a falta de contemporaneidade dos fatos.
Entenda as Acusações
Carlos André está preso preventivamente desde 1º de fevereiro, enfrentando acusações de dano qualificado, injúria racial, ameaça, disparo de arma de fogo e porte ilegal de arma. Diversas ações foram movidas pela defesa em várias instâncias, mas a prisão foi mantida.
60 Dias de Medo
Em uma entrevista para a edição 1266 do EXTRA, Kátia Born detalhou o tormento que viveu devido às constantes ameaças de Carlos André, que duraram 60 dias e incluíam indiretas nas redes sociais.
“Foram 60 dias de assédio e eu monitorando ele todo dia. Ele continua preso, por ainda haver risco, mas eu acho que uma pessoa que chega a dar um tiro na porta da gente pode dar um tiro na gente, então... Espero que continue preso por muito tempo. Falta agora ter o julgamento, mas, enquanto isso, ele continua preso e eu espero que continue”, disse Kátia Born.
Ela também mencionou que a casa onde o empresário vivia foi alugada para outra pessoa, o que trouxe mais tranquilidade para ela e sua companheira. "O pai dele, que se não me engano é o dono do imóvel, alugou para outra pessoa poder morar e agora fiquei mais tranquila, pois sei que será mais difícil para ele voltar a viver no local”, finalizou.
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