Relator quer apresentar ‘gatilho’ com aumento de imposto para compensar desoneração
Sugestão de compensação ainda não tem consenso entre parlamentares e a equipe econômica; projeto pode ser votado nesta terça
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), deve apresentar nesta terça-feira (16) o relatório do projeto de reoneração gradual da folha de pagamento com as compensações sugeridas pelo governo, entre elas, a que prevê o aumento de um ponto percentual na alíquota da CSLL (Contribuição Social Sobre Lucro Líquido). A sugestão foi uma proposta do governo, porém a maioria dos parlamentares se opõe à ideia, argumentando que seria um aumento de tributos. O projeto de lei está na pauta para a votação no plenário do Senado nesta terça.
A possibilidade de aumentar o CSLL seria uma espécie de “gatilho”, que só seria acionado se as demais formas de garantir a compensação não atingissem o montante necessário. Ao defender o mecanismo, o líder do governo afirmou que precisa levar em consideração os números da Receita Federal. A equipe econômica tem repetido que as propostas apresentadas não são suficientes para compensar a desoneração.
Por outro lado, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), tem comentado que os cálculos projetados para os próximos anos podem compensar a perda de arrecadação prevista.
“Não acho que ninguém esteja sem razão. A expectativa que o cardápio apresentado pode cumprir a questão da compensação é uma hipótese. Mas quem está do outro lado, cuidando do cofre, inevitavelmente é mais conservador. Não acho que tenha conflito e acho que o ‘gatilho’ não é uma figura ofensiva”, afirmou Wagner.
Entre as soluções a serem incorporadas ao projeto pelo relatório, que encontram consenso entre os senadores, estão a repatriação de recursos no exterior, a regularização e atualização de ativos nacionais e a criação de um programa estilo Desenrola para possibilitar a negociação de dívidas junto a agências reguladoras.
O projeto em questão, de autoria do senador licenciado Efraim Filho (União-PB), prevê a desoneração em 2024 e o retorno gradual da forma de cobrança sobre folha de pagamento de certos setores e municípios até 2028.
Por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), governo e Congresso precisam encontrar recursos para compensar a arrecadação perdida com a manutenção do benefício fiscal para empresas de 17 setores da economia. Segundo estimativas da equipe econômica, o total chega a R$ 17,2 bilhões.
Em meio à indefinição, o governo indica que vai propor mais tempo ao Supremo para continuar as negociações com os congressistas. Caso não haja prorrogação do prazo dado pela Corte, a desoneração da folha de pagamento aos 17 setores que mais empregam deixa de valer a partir da próxima sexta-feira (19).
Veja também
Últimas notícias
Júlia Nunes assume defesa de mãe e filho após denúncias contra vereador em Craíbas
Motorista com sinais de embriaguez fica ferido após bater carro contra muro em Maceió
Vereador é detido suspeito de ameaçar e agredir prestador de serviço em Craíbas
Cibele Moura recebe homenagem por apoio ao esporte amador em Maceió
Mulher de 28 anos morre após ser atropelada por ônibus em Maceió
Mulher morre após ser atingida por caminhão enquanto andava de bicicleta
Vídeos e noticias mais lidas
Jovem de 24 anos é baleado na mão e suspeitos fogem em São Sebastião
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
Prefeitura inscreve para a segunda Consulta Pública do Plano de Mobilidade Urbana
Confira o que abre e fecha em Alagoas no feriado desta quarta-feira (16)
