Nove mulheres denunciam dono de academia por assédio sexual, estupro e violência psicológica, em Maceió
Ex-esposa está entre as vítimas; 7Segundos tentou contato com ele, mas não obteve resposta
Ao todo, nove mulheres registraram boletim de ocorrência contra o dono da academia FocoFitness, unidade Aldebaran, em Maceió. As vítimas acusam o proprietário do local de assédio sexual, estupro e violência psicológica. Inclusive, a ex-esposa dele está entre as denunciantes. A Polícia Civil investiga o caso.
O 7Segundos tentou contato com ele e com a academia, mas ninguém respondeu. A reportagem está com o espaço aberto para os posicionamentos.
No dia 14 de outubro deste ano, o portal Eufêmea publicou uma reportagem sobre quatro mulheres que haviam denunciado o acusado. O proprietário respondeu que as acusações eram infundadas. Após a publicação dessa matéria, outras cinco vítimas também relataram ao portal que também foram assediadas por ele. Elas não quiseram ser identificadas.
Uma das mulheres contou que ele pedia abraços frequentemente e justificava o ato de fechar a porta da sala alegando ter "toc" com portas abertas. "Durante um exercício, ele me agarrou, segurou minha mão e me fez passar sobre o pênis dele, que estava ereto. Foi nojento. Fiquei sem reação e disse que aquilo não era adequado para uma relação entre chefe e funcionária", disse a vítima.
Ela também relatou que o suspeito a convidou para ter relações sexuais, mas ela recusou e ele ficou chateado. "Depois agiu normalmente, como se nada tivesse acontecido. Ele ficava me encarando, e me deixava desconfortável. Pensei em denunciar, mas tive medo de que ninguém acreditasse em mim."
Outra vítima disse que ele falava manso e fazia perguntas da vida pessoal dela. Ela também contou que o comportamento dele piorou quando em um determinado dia ele a chamou para uma sala com a luz apagada, trancou a porta e tentou beijá-la. Logo em seguida, ela foi abusada sexualmente por ele.
Uma ex-funcionária da academia contou que teve até crises de ansiedade durante e após os assédios. “No início, ele me chamava para a sala para saber como estava minha adaptação à empresa e como eu me relacionava com as colegas. Com o tempo, porém, começou a me dar abraços apertados, que eu considerava extremamente inconvenientes. Sentia muito desconforto com aquela situação”, disse a denunciante.
União entre mulheres
A ex-esposa relatou que ele a manipulava emocionalmente constantemente, dizendo que ninguém a aceitaria se ele a deixasse. “Ele me duvidava da minha sanidade, me desestabilizava emocionalmente. Dizia para todos que tínhamos um relacionamento aberto, mas isso nunca foi verdade."
Depois que ela solicitou medida protetiva elegando ameaças e injúrias, as vítimas se uniram para denunciá-lo. Ao informar que a Justiça concedeu a medida, os relatos começaram ser frequentes.
“Alguns comentários chegaram até mim, e então tivemos uma conversa. Ao percebermos que todas estavam na mesma situação, as mulheres decidiram se unir e registrar os boletins de ocorrência”, concluiu.
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