[Vídeo] Sob forte emoção, viúva de auditor fiscal clama por justiça
Eles fariam 34 anos de casados, caso o auditor estivesse vivo
A viúva do auditor fiscal, morto em agosto de 2022 em Maceió, Maria Marta Pinto, se emocionou ao falar sobre o que espera do julgamento dos acusados de terem assassinado o seu esposo. Sob forte emoção, ela clamou por justiça, e enfatizou a barbaridade do crime cometido contra João de Assis Pinto Neto. O julgamento dos réus acontece nesta quinta-feira (31), no fórum do Barro Duro, em Maceió.
Maria Marta agradeceu as manifestações e o apoio da sociedade e de órgãos e associações vinculadas a Secretaria do Estado da Fazenda (Sefaz), onde seu marido trabalhava como auditor fiscal. Ela disse que não teve condições emocionais de estar presente às manifestações, e lembrou o horror que foi a forma como João foi covardemente assassinado.
“Muito difícil para nós, família, nós evitamos estar nas manifestações. Agradeço toda a Sefaz, Asfal, Sindifisco, a atuação de vocês foi brilhante. Nós não tivemos condições de estarmos presente, mas eu estou aqui em nome da família para dizer o quanto esse crime bárbaro foi terrível, foi terrível”, desabafou Maria, sob fortíssima emoção.
A viúva da vítima lembrou o quanto o marido era considerado uma boa pessoa, e que abominava qualquer ato criminoso. Ela lembrou, ainda, que eles fariam 34 anos de casados, caso o auditor estivesse vivo.
O crime
O crime ocorreu em agosto de 2022, por volta das 11h, dentro de um depósito de bebidas no Tabuleiro do Martins, em Maceió. Na época, João tinha 60 anos e estava fazendo uma fiscalização no estabelecimento comercial, que pertencia aos acusados. O réu Vinícius Ricardo era funcionário deles.
A família ficou com receio de que o estabelecimento fosse fechado e começou uma briga com o auditor, que desequilibrou, caiu e ficou desacordado.
De acordo com a Justiça, a vítima foi espancada, asfixiada, apedrejada e esfaqueada, sendo assassinado com múltiplas lesões na cabeça. Após o crime, os réus utilizaram gasolina e papelão para carbonizar o corpo em uma área de mata.
Depois de tudo isso, os acusados fecharam uma parte do estabelecimento e continuaram atendendo clientes, enquanto Maria Selma limpava as manchas de sangue do local, com a ajuda de um menor de idade.
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