MP recomenda ao CRB suspensão de patrocínio de site de acompanhantes
Recomendação foi fundamentada no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por meio da 13ª e 60ª Promotorias de Justiça da Capital, emitiu uma recomendação administrativa ao Clube de Regatas Brasil (CRB), visando a proteção de crianças e adolescentes contra exposição a conteúdos inadequados. A recomendação foi direcionada ao presidente-executivo do clube, Mário Marroquim, e ao vice-presidente de marketing, André Carneiro, pedindo a suspensão da exibição da marca Fatal Model, site de anúncios de acompanhantes, nos uniformes do time.
A recomendação, realizada pelos promotores de Justiça Gustavo Arns e Lucas Sachsida, surge após o CRB firmar um contrato de patrocínio com o site em 31 de outubro de 2024. Com base no contrato, a marca Fatal Model passaria a figurar na barra traseira da camisa oficial do clube nos últimos jogos da Série B do Campeonato Brasileiro. Dado o grande alcance de público da equipe, que inclui torcedores mirins que acompanham as partidas e consomem produtos oficiais, o MP considera que a presença de um patrocinador com conteúdo adulto pode ser prejudicial e inapropriada para o público infantojuvenil.
O promotor de Justiça, Gustavo Arns, explicou a importância da ação para proteger o público infantojuvenil. “O MPAL está empenhado em assegurar o cumprimento das normas de proteção à infância e juventude. A recomendação administrativa expedida ao clube busca evitar a exposição de crianças e adolescentes a conteúdos inapropriados, especialmente em eventos esportivos e produtos destinados a esse público. Neste caso, a presença da referida marca em produtos oficiais do clube, acessíveis a crianças, pode contrariar os preceitos do Estatuto da Criança e do Adolescente. Esperamos que o clube adote as medidas sugeridas para preservar o ambiente esportivo como um espaço seguro para todos”, afirmou.
Como explicou o Gustavo Arns, a recomendação foi fundamentada no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e em diretrizes constitucionais, que preveem proteção integral e prioridade absoluta à infância e à adolescência. A Lei determina sanções para a divulgação de conteúdo inadequado em ambientes acessíveis a menores de idade, e indicam a possibilidade de multas e outras medidas restritivas.
Além de solicitar a retirada do patrocínio nos uniformes oficiais e em produtos de ampla visibilidade, o MP recomendou ao CRB que, caso o contrato seja mantido, toda a divulgação da marca Fatal Model seja restrita a materiais voltados exclusivamente ao público adulto. Essa providência evitaria que crianças e adolescentes tivessem acesso indireto ao conteúdo promovido pelo patrocinador.
O clube tem um prazo de cinco dias para informar ao MPAL as ações que serão tomadas em resposta à recomendação.
Últimas notícias
PM retira e detém alunos em prédio da USP após ocupação relâmpago
iPhones 17: carga apreendida pela Receita custa cerca de R$ 250 mil
MG: bombeiros controlam incêndio em apartamento e salvam moradora
De CG 160: Maceioense percorre mais de 5 mil km e chega ao Chile de moto
Respeito às tradições: Exposição Mestres da Sanfona estreia na Casa da Cultura nesta terça-feira (9)
Bolsonaro pede a Moraes autorização para receber nora e netas em casa
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
