Preso, Kel Ferreti é denunciado por estupro contra enfermeira
O crime teria ocorrido em junho em uma pousada no bairro Cruz das Almas, em Maceió
O Ministério Público de Alagoas denunciou o influenciar Kel Ferreti pelo crime de estupro contra uma enfermeira. Ele segue detido no Sistema Prisional pela acusação de liderar uma organização criminosa envolvendo jogos de azar e lavagem de dinheiro.
A denúncia do MPAL foi feita no último dia 11 desse mês e remetida à Justiça. No mesmo caso, ele foi denunciado pela Polícia Civil pelos crimes de lesão corporal e estupro.
De acordo com o documento, após se conhecerem em grupo de apostas, eles mantiveram conversas por aplicativos de mensagem e marcaram encontro em uma pousada no bairro de Cruz das Almas, em Maceió. Na ocasião, no dia 16 de junho, ela relata ter sido estuprada e agredida por ele.
O 7Segundos entrou em contato com a defesa de Kel Ferreti, que não respondeu até o fechamento da matéria.
O que diz a denúncia:
Como se conheceram
- Vítima conheceu o denunciado através de um grupo de apostas (jogo do tigrinho).
- Denunciado era gestor do grupo e oferecia dinheiro para novos cadastros.
- Fez um PIX de R$ 100 (em vez dos habituais R$ 50) para a vítima.
Conversas e relacionamento
- Denunciado elogiava a vítima e revelou ser casado, ter filhos gêmeos e ser policial.
- Apresentava-se como pessoa de alto poder aquisitivo.
- Vítima solicitava pequenas quantias de dinheiro (ex.: R$ 100), e o denunciado atendia.
- Denunciado questionou quanto ela cobrava para ficar com ele, ao que a vítima negou ser garota de programa.
Cunho sexual nas conversas
- Denunciado sugeriu que a vítima "precisaria dar algo em troca" para receber mais dinheiro.
- Pediu fotos e vídeos íntimos, o que a vítima enviou.
- Denunciado mencionou práticas sexuais como "tapas", e a vítima, acreditando se tratar de algo leve, consentiu de forma descontraída.
Marcação do encontro
- Denunciado insistiu em marcar um encontro no 16/06/2024.
- Solicitou que a vítima fosse de Uber e não se identificasse ao chegar no local.
No local
- Denunciado chegou pouco tempo depois e demonstrava familiaridade com o lugar.
- Mostrou desinteresse em conversar e iniciou rapidamente a relação sexual com a vítima.
O crime
- A vítima relata que ele prosseguiu de forma agressiva, chegando a mordê-la e socá-la, além de ter desferido tapas fortes no rosto dela; e um golpe com a mão fechada chegou a pegar de raspão no rosto.
- De acordo com o relato, ela se contorcia de dor, chorava e tentava afastá-lo, mas não chegou a verbalizar com medo da violência do referido e que este pudesse matá-la.
- Após o ato, o denunciado, que não utilizou preservativo, ejaculou fora da vítima, e ficou sentado na cama olhando o celular como se nada estivesse acontecendo, mesmo enquanto a vítima chorava e segurava o rosto, afirmando que estava machucada. Em resposta, o denunciado afirmou que a vítima deveria colocar gelo no local.
- Segundo a denúncia, na sequência, ela teve os seios mordidos por ele. Foi colocada em uma posição, em que ato ocorreu novamente, enquanto recebia tapas e era estrangulada.
Denúncia
- A vítima não contou o ocorrido para familiares ou amigos inicialmente, temendo o denunciado, pessoa conhecida.
- Nos dias seguintes, registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia Virtual.
- Relatou o caso a dois colegas e um deles orientou que ela buscasse ajuda na Sala Lilás e no Hospital da Mulher.
- Cinco dias após o fato, a vítima buscou atendimento no Hospital da Mulher.
- Enviou fotos do estado dela ao denunciado, que respondeu de forma indiferente: sugeriu "pôr gelo no local" e afirmou ser policial.
- O denunciado minimizou as agressões, dizendo que já havia "batido muito em bandidos" e que sabia a força usada.
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