Ataque de sagui e morte por raiva humana; saiba o que fazer em caso de mordida de animal desconhecido
Doença tem taxa de letalidade de quase 100%
Uma mulher morreu no Agreste de Pernambuco no último sábado (11) em decorrência de complicações provocadas pela raiva humana. Ela contraiu a doença, que tem taxa de letalidade próxima a 100%, ao ser mordida por um sagui.
Além de animais silvestres, animais rurais (bovinos, equinos, suínos, caprinos) e animais domésticos (cães e gatos) não vacinados podem transmitir o vírus por meio de mordidas e arranhões.
A doença é tão letal que apenas cinco pessoas sobreviveram em todo o mundo. Por isso, em caso de ataque de animais — cuja vacinação é desconhecida — a recomendação é procurar atendimento médico imediato para tomar a vacina ou soro antirrábico, antes que a doença se instale.
Em Alagoas, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza a antirrábica em várias unidades de saúde da capital e do interior, todos os dias da semana, 24 horas por dia.
Onde encontrar?
Em Maceió: O soro antirrábico está disponível nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) dos bairros Jacintinho e Tabuleiro do Martins.
Em UPAs do Interior: O soro é ofertado nas UPAs de Coruripe; de Delmiro Gouveia; Maragogi; Palmeira dos Índios; Penedo; São Miguel dos Campos e Viçosa.
Mais cidades: Ainda no interior, o soro antirrábico é disponibilizado no Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca; na Unidade Mista Drº Djalma Gonçalves, em Pão de Açúcar; na Unidade Mista Senador Arnon de Mello, em Piranhas; no Hospital Regional do Norte (HRN), em Porto Calvo; no Hospital Drº Clodolfo Rodrigues, em Santana do Ipanema; no Hospital Regional da Mata (HRM), em União dos Palmares.
Casos
Entre 2010 e 2024, o Brasil registrou 48 casos de raiva humana, sendo que 9 deles foram causados por mordidas de cães, 24 por morcegos, 6 por primatas não-humanos, 2 por raposas, 4 por felinos e 1 por bovino.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), o último caso registrado em Alagoas foi no ano de 2006.
Dos cinco casos de sobreviventes da doença em todo o mundo, dois ocorreram no Brasil; um em 2008 em Pernambuco, outro em 2018 no Amazonas.
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