Após criança morrer eletrocutada, MP processa Equatorial em R$ 2 milhões
O caso ocorreu em agosto de 2024, no município de União Palmares
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) solicitou à Equatorial Energia Alagoas o pagamento de R$2 milhões de indenização após uma criança morrer eletrocutada em fios de alta tensão. O caso ocorreu em agosto de 2024, no município de União dos Palmares.
A criança identificada Melissa Xavier Bento brincava na varanda de casa quando tocou na fiação, Apesar dos pais da criança instalarem uma grade de proteção, a fiação passava perto da residência.
A ação civil pública é da 1ª Promotoria de Justiça de União dos Palmares. Para o promotor de Justiça, Lucas Sacshida, a responsabilidade pelo ocorrido é da concessionária de energia.
“Nosso argumento encontra fundamento no artigo nº 37, §6º, da Constituição Federal, que estabelece a responsabilidade objetiva das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos por danos causados a terceiros, independente de culpa. Nesse sentindo, é evidente que a falha na manutenção e fiscalização dos fios de alta tensão foi determinante para a ocorrência do evento fatal. A municipalidade, por sua vez, é solidariamente responsável”.
Pedidos
Ao Poder Judiciário, o MPAL requer uma série de pedidos, dentre eles, a condenação da Equatorial Energia Alagoas por dano individual à mãe de Melissa Xavier Bento em R$ 1 milhão.
A 1ª Promotoria de Justiça de União dos Palmares também quer que a empresa receba sentença por dano moral coletivo de mais R$ 1 milhão. "A vida humana é algo de inatingível valoração, e deve representar conteúdo econômico para balizar a reparação de ato ilícito, no caso, o dano moral, que é importante ferramenta para compelir a ré a ser mais diligente na condução dos seus negócios”, diz ação civil pública.
O MPAL também pediu que a Equatorial Energia Alagoas seja obrigada a fazer uma revisão em toda a rede elétrica do município de União dos Palmares, para garantir a segurança dos usuários, além de apresentar um plano de ação dentro de 30 dias.
Por fim, foi requerido que a empresa faça o mapeamento das principais áreas de risco que estão em desacordo com as normas de segurança para linhas de alta tensão, constando o cronograma de solução e imediata tomada das providências, já iniciais, de segurança, como placas informativas, remoção de pessoas, comunicação com a defesa civil. A solução completa deverá estar realizada em 180 dias.
Sobre o caso
“É relatado que a genitora foi para a rua gritando por socorro, quando um dos vizinhos conduziu a família, em seu carro, para o Hospital Regional da Mata. No dia seguinte, a criança foi transferida para o Hospital Geral do Estado, onde ficou internada até 13 de agosto, data do óbito”, diz um trecho do documento.
Nota de Esclarecimento da Equatorial
A Equatorial Alagoas reforça que lamenta o ocorrido e informa que ainda não foi notificada sobre a ação judicial, por isso não poderá comentar sobre a petição do Ministério Público Estadual. Tão logo tome ciência do processo fará análise e adotará as medidas cabíveis que o caso requer.
Últimas notícias
Câmara discute afundamento dos bairros e espigões no Litoral Norte na próxima semana
Homem é encontrado morto com sinais de espancamento em Arapiraca
Perdão da dívida de MEI será automático a partir de 1º de janeiro; veja regras
Falsos veterinários são indiciados após castrações clandestinas em Maceió
Arthur Lira articula nos bastidores presidência da CCJ do Senado Federal
Circuito Câmara recebe crianças do projeto Mais Pela Educação
Vídeos e noticias mais lidas
Governo de Alagoas inicia cobrança pelo uso de água de rios e poços no estado
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
[Vídeo] Polícia Civil divulga imagens da perseguição ao Guarda Municipal morto em Teotônio Vilela
Morador de Arapiraca está no interior de SP e quer voltar para Alagoas
