Militante do PT diz que não há ladrões no partido, mas pede transparência da direção
Elida Miranda apontou, ainda, que há informações distorcidas sobre o PT que estão sendo divulgadas de dentro da sigla
O processo eleitoral que vai definir o novo diretório do PT em Alagoas segue acirrado nos bastidores. Em entrevista à Rede Antena 7, nesta segunda-feira (3), Elida Miranda, militante do partido de Lula, defendeu mais transparência da direção e ressaltou que não há ladrões na sigla.
Os últimos escândalos envolvendo o favorecimento do filho do atual presidente do PT, que teria contratado seu escritório advocatício no período eleitoral, ainda ecoam nos bastidores da sigla.
Apesar de pedir mais transparência por parte da direção do partido, Elida defendeu seus correligionários dizendo que não há ladrões no PT.
“Sempre é necessário aperfeiçoar, inclusive no sentido de mais diálogo e mais transparência (...) Muitas vezes a sociedade e parte da imprensa critica o PT por conhecer pouco ou ter tido acesso a informações de maneira distorcida por quem as transmite. (...) É importante que se diga que não tem nenhum ladrão dentro do PT. As insinuações que são feitas é para assustar as pessoas ou condenar previamente”, afirmou.
Para a militante, há integrantes do PT que, com o objetivo de se fortalecer no processo eleitoral interno, têm divulgado informações distorcidas do partido.
“Essa direção que está finalizando, o último processo interno foi em 2019, e ela foi boa até 2023 e depois virou um cão? Não é possível. E todos os grupos fazem parte da direção do partido. Quem quer estar no PT, que esteja, quem não quer, pode sair”, disse.
O PT irá realizar o Processo de Eleição Direta (PED) no início do segundo semestre deste ano. Até o momento, apenas a candidatura de Dafne Orion, da tendência Construindo um Novo Brasil (CNB), foi anunciada para disputar o controle da sigla.
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