Dino suspende repasses para Universidades e fundações estaduais de Alagoas
Liminar barra emendas parlamentares para unidades de oito estados brasileiros
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou nessa terça-feira (1°) a imediata suspensão de emendas parlamentares para universidades estaduais e suas respectivas fundações de apoio em oito estados.
A liminar do ministro vale para instituições do Acre, Alagoas, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rondônia e Sergipe.
A decisão foi tomada após os estados não enviarem ao Supremo manifestação sobre a determinação de Dino para que sejam criadas normas e orientações sobre a aplicação e prestação de contas referentes às emendas que são destinadas às instituições. A exigência consta em uma decisão assinada no dia 12 de janeiro deste ano.
Na mesma decisão, Flávio Dino também determinou que estados e municípios têm 90 dias para prestarem contas sobre 6.247 planos de trabalho não cadastrados que envolvem as chamadas “Emendas Pix”.
Em Alagoas, a Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) informou que não recebeu nenhuma notificação acerca dessa decisão.
Em nota, a universidade explicou que não foi citada em relação a nenhum processo referentes a “emendas Pix”. Disse ainda, que as emendas que a Universidade recebe são via convênio com o FNDE - Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, seguindo todos os trâmites definidos pelo órgão.
A redação do Portal 7Segundos entrou em contato, também, com a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) porém, até a publicação desta matéria não obtivemos repostas sobre a decisão do Ministro.
Entenda
O impasse sobre a liberação das emendas começou em dezembro de 2022, quando o STF entendeu que as emendas chamadas de RP8 e RP9 eram inconstitucionais. Após a decisão, o Congresso Nacional aprovou uma resolução que mudou as regras de distribuição de recursos por emendas de relator para cumprir a determinação da Corte.
No entanto, o PSOL, partido que entrou com a ação contra as emendas, apontou que a decisão continuava em descumprimento.
Após a aposentadoria da ministra Rosa Weber, relatora original da ação, Flávio Dino assumiu a condução do caso.
Em agosto do ano passado, Dino determinou a suspensão das emendas e decidiu que os repasses devem seguir critérios de rastreabilidade. O ministro também determinou que a Controladoria-Geral da União (CGU) auditasse os repasses dos parlamentares por meio das emendas do orçamento secreto.
Em fevereiro deste ano, o ministro homologou o plano de trabalho no qual o Congresso se comprometeu a identificar os deputados e senadores responsáveis pelas emendas ao Orçamento e os beneficiários dos repasses.
A decisão do ministro também liberou o pagamento das emendas deste ano e dos anos anteriores que estavam suspensas por decisões da Corte.
Veja também
Últimas notícias
Marcelo Beltrão destaca fortalecimento dos municípios durante a XXVII Marcha em Brasília
Trabalho de Rafael Brito garante reajuste automático do piso do magistério para todos os professores
Projeto de Cabo Bebeto aprovado na ALE obriga escolas a comunicar pais sobre atividades de gênero
Semarh divulga previsão do tempo para esta quarta-feira (20) em Alagoas
Ação do prefeito Ronaldo Lopes reduz pela metade taxas anuais para taxistas e mototaxistas de Penedo
Charles Pacheco participa de Marcha Municipalista em busca de avanços para São Sebastião
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Com avanço das obras, novo binário de Arapiraca já recebe sinalização e mobiliários urbanos
