Política

Lula lidera em todos os cenários para 2026, diz Datafolha

Apesar da rejeição, petista aparece à frente de outros candidatos, inclusive Jair Bolsonaro­ (PL); veja cenários

Por Correio Braziliense 05/04/2025 19h07
Lula lidera em todos os cenários para 2026, diz Datafolha
Em busca de reverter crise de popularidade, Lula fez um evento em Brasília na quinta (3) para mostrar ações do governo - Foto: Ricardo Stuckert/Planalto

Pesquisa do instituto Datafolha divulgada neste sábado (5/4) mostra que, apesar da queda de popularidade, o presidente Lula (PT) lidera em todos os cenários eleitorais para 2026. Em um panorama de primeiro turno com Jair Bolsonaro (PL) ­— ele está inelegível até 2030 —, o petista teria 36% contra 30% do oponente.

Nesse caso, com resposta estimulada (em que as opções são apresentadas a quem participa da pesquisa), Ciro Gomes (PDT) teria 12%; Pablo Marçal (PRTB) — também inelegível — teria 7% e Eduardo Leite, 5%. Veja os cenários abaixo:

Cenário com Jair Bolsonaro

• Lula (PT) – 36%;
• Jair Bolsonaro (PL) – 30%;
• Ciro Gomes (PDT) – 12%;
• Pablo Marçal (PRTB) – 7%;
• Eduardo Leite (PSDB) – 5%;
• Em branco/nulo/nenhum – 9%;
• Não sabem – 2%.

A pesquisa também apresentou outros cenários. Sem Jair Bolsonaro, os votos se dividem entre outros candidatos do campo da direita, como o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); Pablo Marçal; o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD); Romeu Zema (Novo); e Ronaldo Caiado (União Brasil). Este último lançou sua pré-candidatura na última sexta-feira (4).

Cenário sem Jair Bolsonaro

• Lula (PT) – 35%;
• Tarcísio de Freitas (Republicanos) – 15%;
• Ciro Gomes (PDT) – 11%;
• Pablo Marçal (PRTB) – 11%;
• Ratinho Junior (PSD) – 5%;
• Eduardo Leite (PSDB) – 3%;
• Romeu Zema (Novo) – 3%;
• Ronaldo Caiado (União Brasil) – 2%
• Em branco/nulo/nenhum – 11%;
• Não sabem – 3%.

Cenário com Eduardo Bolsonaro

Em um cenário com o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o congressista licenciado perderia não só para Lula como também para Ciro Gomes, ficando à frente dos demais nomes do campo da direita.

• Lula (PT) – 35%;
• Ciro Gomes (PDT) – 12%;
• Eduardo Bolsonaro (PL) – 11%;
• Pablo Marçal (PRTB) – 10%;
• Ratinho Junior (PSD) – 6%;
• Romeu Zema (Novo) – 4%;
• Eduardo Leite (PSDB) – 4%;
• Ronaldo Caiado (União Brasil) – 3%
• Em branco/nulo/nenhum – 12%;
• Não sabem – 3%.

Briga contra impopularidade

A pesquisa Datafolha deste sábado também trouxe novos números da taxa de popularidade de Lula e mostrou que o governo conseguiu frear a queda, mas a taxa de reprovação ainda supera a de aprovação. Os que consideram o governo ruim ou péssimo são 38%; os que consideram ótimo ou bom são 29%. Já os que consideram regular são 32%. Não sabem: 1%.

Os números foram comemorados pelo entorno do presidente Lula, já que o Planalto tem lutado desde janeiro contra uma crise de popularidade. A ordem é mostrar serviço e tentar emplacar políticas públicas em diversos ministérios para ter o que mostrar nas eleições de 2026.

“(A pesquisa) indica uma tendência muito importante. (…) Até o final do ano a gente já virou o jogo. Eu tenho essa convicção por vários motivos. (…) Eu tenho convicção de que a gente vira o jogo, de que nós vamos eleger novamente Luiz Inácio Lula da Silva presidente da República e livrar o Brasil dessa chaga do fascismo, da extrema-direita”, disse o líder do PT Lindbergh Farias (PT-RJ).

Jogo de narrativas

Já no campo da direita, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que as pesquisas “parecem não andar nas mesmas ruas que o povo” e que a diferença de tratamento entre Lula e Bolsonaro nas ruas — critério subjetivo e sujeito a distorções, já que não é possível checar a informação de forma objetiva — fala mais alto.

“Se colocar Bolsonaro e Lula em qualquer praça pública, a diferença é clara: enquanto o ocupante do Palácio do Planalto só vive andando escondido e, quando aparece, recebe vaias, Bolsonaro anda de voo comercial, vai em lanchonete, pastelaria e é sempre muito bem recebido pelos brasileiros”, disse Flávio Bolsonaro em seu perfil no X.

A pesquisa foi realizada presencialmente com 3.054 pessoas de 16 anos ou mais em 172 municípios brasileiros de 1º a 3 de abril. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.