Transporte escolar: Município deve retirar de circulação veículos reprovados em vistoria
Medida é apenas uma das seis decisões acordadas em audiência nesta segunda (14)
O Município de Maceió deve retirar de circulação, imediatamente, os veículos usados no transporte escolar que não foram vistoriados e os que foram vistoriados e reprovados em relação aos itens de segurança. A medida é apenas uma das seis decisões acordadas com o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) e a Defensoria Pública Estadual (DPE), mediadas pelo Poder Judiciário, em audiência realizada nesta segunda-feira (14).
A audiência fez parte de uma Ação Civil Pública (ACP), de autoria do MPAL e da DPE, a qual também teve como acordado que o Município, por meio do Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT): fará uma nova vistoria, entre os dias 22 e 25 de abril, nos veículos que foram vistoriados, mas tinham alguma pendência nos requisitos de segurança; vai apresentar, até o dia 28 de abril, uma relação das placas dos veículos que foram aprovados e estão aptos para circular como transporte escolar.
Também ficou decidido que o Município vai: adotar as providências necessárias para tentar antecipar a oferta do serviço de transporte escolar, através da contratação da empresa vencedora do Lote 3 da licitação ainda em curso, informando nos autos até o dia 28 de abril o sucesso, ou não, da medida; a Secretaria Municipal de Educação (Semed) vai adotar medidas, o mais rápido possível, para contratação direta de veículos (com pagamento na modalidade indenizatória), com os mesmos critérios e custos da licitação em andamento; o Município vai analisar, com prioridade, a viabilidade jurídica da edição de edital de credenciamento para contratação de interessados que se disponibilizem a prestar o serviço de transporte escolar com veículos particulares (vans, micro-ônibus e ônibus), atendidas às exigências legais, também informando nos autos, até 28 de abril.
Pelo MPAL, a audiência teve a participação dos promotores Alexandra Beurlen, Fernanda Moreira e Alberto Tenório Vieira. Participou ainda o defensor público Lucas Monteiro Valença. “Apesar das decisões que ficaram encaminhadas hoje, insistimos para que a magistrada analise nosso pedido de majoração das sanções contra o Município, tendo em vista a gravidade da situação e a necessidade de resolução em prol da segurança dos estudantes e do acesso à educação”, salientou a promotora de Justiça Alexandra Beurlen.
“Também requeremos em audiência que a empresa Localyne seja intimada das decisões prolatadas nos autos, já que vem descumprindo reiteradamente as decisões”, completou a promotora. A audiência foi conduzida pela juíza Fátima Pirauá, da 28ª Vara da Infância e Juventude da Capital.
Últimas notícias
Jovens em cumprimento de medidas socioeducativas são capacitados para o primeiro emprego
Condenação passa de 23 anos em ação do MPAL contra esquema em Arapiraca
Alcolumbre mantém votação de quebra de sigilo de Lulinha por CPMI do INSS
Vereadores exigem punição rigorosa à Braskem e cobram indenizações justas para famílias afetadas pela mineração
Caminhão tomba em São José da Laje e motorista é socorrido com dores no braço e na costela
JHC inaugura primeiro Gigantinho bilíngue da história de Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
