Ladeira do Calmon vira símbolo da destruição causada pela Braskem em Maceió
Mais de 60 mil pessoas foram removidas de suas casas nos últimos anos
A Ladeira do Calmon, um dos acessos históricos ao bairro do Bebedouro, virou um imenso vazio. Onde antes havia vida, comércio e residências, hoje só restam poeira e silêncio. A imagem registrada pelo Projeto Ruptura revela o “antes e depois” de uma das áreas mais afetadas pelo afundamento do solo causado pela extração de sal-gema da Braskem.
A mudança é chocante: a ladeira que antes ligava o bairro à parte alta da cidade agora é um corredor de terra batida, isolado por tapumes, com imóveis demolidos e o trânsito limitado. Segundo a Defesa Civil, a área segue passando por demolições preventivas.
Moradores relatam sentimento de abandono. “Está tudo deserto. É como se tivessem arrancado pedaços da nossa história”, afirmou Joselma Evaristo, moradora há mais de 40 anos na região.
Mais de 60 mil pessoas foram removidas de suas casas nos últimos anos. A Braskem afirma que segue cumprindo os acordos judiciais de indenização, mas os moradores e lideranças locais cobram mais transparência, assistência e respeito à memória dos bairros atingidos.
A Ladeira do Calmon é hoje um retrato doloroso da tragédia ambiental que marca Maceió – e que segue sem um desfecho definitivo.
Últimas notícias
Iza curte fim de ano com ator da Globo; conheça João Vitor Silva
Na Suíça, incêndio em festa de Ano Novo mata dezenas de pessoas e deixa mais de 100 feridos
Polícia apreende drogas após denúncia anônima em Maceió
Polícia Federal determina que Eduardo Bolsonaro volte ao cargo de escrivão
Bolsonaro e irmão ganham na quadra da Mega da Virada
Em aceno ao Congresso, Lula empenha quase todas as emendas de 2025
Vídeos e noticias mais lidas
Policial Militar é preso após invadir motel e executar enfermeiro em Arapiraca
Alagoas registrou aumento no número de homicídios, aponta Governo Federal
Saiba o que a esposa do PM suspeito de matar enfermeiro disse em depoimento à polícia
Cobranças abusivas de ambulantes em praias de AL geram denúncias e revolta da população
