Novos consignados: INSS adota bloqueio automático e exige biometria
A medida do INSS, que visa conter descontos indevidos em aposentadorias e pensões, vale para todos os segurados
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) determinou o bloqueio automático e passou a exigir biometria facial para liberar novos empréstimos consignados, medida que vale para todos os segurados. A decisão, antecipada pelo presidente da autarquia, Gilberto Waller (foto em destaque), foi oficializada em publicação no Diário Oficial da União.
O despacho assinado por Waller determina o bloqueio dos benefícios “para averbação de novos descontos de empréstimo consignado”, para todos os segurados do INSS, independente da data de concessão do benefício. O desconto dos valores pode ser desbloqueado pelo segurado, de acordo com os serviços disponibilizados pelo INSS para essa finalidade.
Em coletiva de imprensa nessa quinta-feira (9), o presidente do INSS já havia anunciado que todos os desbloqueios da margem consignável são agora por reconhecimento facial.
“Não há bloqueio de parcelas. Os consignados que estão em andamento continuam em andamento. Todas as operações daqui para frente o cidadão tem que autorizar com reconhecimento facial”, esclareceu.
A medida está no rol de mudanças anunciada pelo governo federal para tentar conter o escândalo de descontos indevidos em aposentadorias e pensões. As fraudes foram reveladas pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023.
Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.
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