Nova vistoria é realizada em áreas adjacentes aos bairros afetados pelo afundamento do solo
Visitas acontecem semestralmente para verificar se houve avanço do afundamento
O Comitê de Acompanhamento Técnico que visita as áreas adjacentes ao Mapa de Linhas de Ações Prioritárias está realizando mais uma campanha de monitoramento. As vistorias verificam se o fenômeno de afundamento tem avançado e atingindo outras residências próximas aos bairros afetados.
Foram visitados até agora mais de 200 imóveis e a expectativa é que as visitas sejam concluídas na próxima terça-feira (3). Os grupos vistoriaram residências em seis diferentes áreas, que são chamadas de AT’s (Áreas de Trabalho).
“Nessas visitas em campo, a gente verifica se há rachaduras e trincas nas paredes e nos pisos que possuam características relacionadas às encontradas na área afetada, e une as informações aos dados captados pelos equipamentos instalados em toda a região”, explica Hugo Carvalho, integrante do Comitê de Acompanhamento Técnico.
Após a finalização das vistorias, as equipes chegam à etapa de construção dos relatórios. Esses documentos contêm todas as imagens registradas em campo e as análises realizadas pelos técnicos. Na conclusão, o Comitê emite as orientações quanto à ampliação ou não do Mapa de Linhas de Ações Prioritárias para que a Defesa Civil de Maceió tome as devidas providências.
O próximo relatório será emitido no final do primeiro semestre de 2025 e as visitas continuam ocorrendo, havendo ou não ampliação do Mapa.

Técnicos visitam semestralmente seis áreas demarcadas que ficam nas adjacências do Mapa de Linhas de Ações Prioritárias. Foto: Jonathan Lins/ Secom Maceió
Ferramentas tecnológicas
O monitoramento realizado pelos equipamentos é muito mais detalhado. O objetivo é acompanhar possíveis movimentações do solo nos bairros afetados por instabilidade, assim como nas áreas adjacentes.
As ferramentas utilizadas incluem 92 DGPSs - Sistema de Posicionamento Global Diferencial (Differential Global Positioning System), que monitoram deslocamento do solo em três dimensões, 26 sismógrafos (14 na superfície e 12 em profundidade), 13 tiltímetros, 4 inclinômetros, piezômetros, pluviômetros locais e Interferometria por satélite (análise mensal de deformações).
A estrutura tecnológica permite que a Defesa Civil de Maceió, que monitora ininterruptamente a região afetada, atue com rapidez e precisão em situações de risco.
“Esses equipamentos foram os que constataram, por exemplo, a movimentação que estava ocorrendo na Mina 18, em 2023. Com a precisão da velocidade desse movimento, nós conseguimos identificar e agir rapidamente”, acrescenta Abelardo Nobre, coordenador-geral da Defesa Civil Municipal.
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