No Dia da Cardiopatia Congênita, Alexandre Ayres reforça proposta de cuidado a crianças afetadas
A data tem como objetivo alertar a sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce
No Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita, celebrado nesta quinta-feira (12), o deputado estadual Alexandre Ayres (MDB) reforçou seu compromisso com a saúde infantil e destacou o Projeto de Lei nº 1038/2024, de sua autoria, que propõe a criação de uma Política Estadual de Atenção Integral às Cardiopatias Congênitas em Alagoas.
A data tem como objetivo alertar a sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce, tratamento adequado e acompanhamento permanente de crianças nascidas com malformações cardíacas. Segundo o parlamentar, a iniciativa é essencial para garantir mais qualidade de vida e reduzir a mortalidade infantil no estado.
A proposta visa garantir atenção e cuidado integral a essas crianças, desde o período gestacional até o acompanhamento em longo prazo, assegurando que o atendimento ocorra de forma resolutiva, dentro dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto prevê a criação de protocolos específicos, ações de diagnóstico precoce, atendimento por equipes multiprofissionais e a implantação de um cadastro estadual de nascidos com diagnóstico de cardiopatia congênita.
“Cuidar do coração de uma criança é cuidar do futuro do nosso Estado. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem significar a diferença entre a vida e a morte nos primeiros meses de vida. Essa política é urgente, necessária e possível”, afirmou Ayres.
Na justificativa do projeto, o parlamentar destacou dados alarmantes sobre a prevalência e gravidade da cardiopatia congênita, que é considerada a malformação congênita mais comum entre os recém-nascidos. Estima-se que a condição atinja cerca de 1% dos nascidos vivos, sendo responsável por aproximadamente 10% dos óbitos infantis, ou seja, mortes ocorridas até o primeiro ano de vida.
As manifestações clínicas da doença são variadas: vão desde casos leves, como a comunicação interatrial, que costuma ser assintomática e pode se fechar espontaneamente, até quadros críticos e complexos, como a síndrome de hipoplasia do coração esquerdo, que exige intervenção cirúrgica ou procedimentos por cateterismo logo nos primeiros meses de vida, mesmo apresentando elevadas taxas de mortalidade, mesmo com tratamento adequado.
Diante desse cenário, o deputado reforça a urgência de aprimorar a estrutura pública de atendimento às crianças cardiopatas, promovendo uma rede que ofereça desde o diagnóstico precoce até o acompanhamento especializado ao longo do desenvolvimento infantil.
“É latente a necessidade de aperfeiçoar a atual assistência prestada às crianças com cardiopatias congênitas, de forma a reduzir a mortalidade e melhorar a eficiência do SUS. É por isso que apresento essa proposição, com a certeza de que cuidar dessas crianças é um dever do Estado”, destacou o deputado na justificativa do projeto.
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