Suspeito de participar de execução no Pilar é solto após apresentar provas de inocência
Até o momento, cinco pessoas permanecem presas, três morreram em confronto e seis estão foragidas
A Justiça de Alagoas determinou a soltura de um dos homens presos por suspeita de envolvimento na execução de José Sílvio Araújo da Silva, assassinado no dia 26 de junho dentro da própria residência, no bairro Chã do Pilar, na Região Metropolitana de Maceió. A decisão foi proferida nessa terça-feira (8) pelo desembargador Tutmés Airan, após a defesa apresentar provas que comprovariam a inocência do investigado.
O homem, identificado pelas iniciais C. J. S. dos S., estava preso temporariamente desde o dia 28 de junho. Segundo os advogados, ele não tinha qualquer relação com o caso e estava em casa no momento do crime. Imagens de câmeras de segurança, que mostram o indivíduo em sua residência no momento do crime, foram utilizadas para confirmar o álibi.
A defesa também questionou a legalidade da audiência de custódia, realizada três dias após a detenção, além da suposta negativa de acesso aos autos do inquérito, o que, segundo o magistrado, comprometeria o direito à ampla defesa.
Na decisão, o desembargador determinou a revogação da prisão e autorizou o acesso integral da defesa ao processo, com exceção das diligências sigilosas ainda em curso.
Situação do caso
Com a liberação de C. J. S. dos S., o número de presos ligados à execução de José Sílvio ficou em cinco. Inicialmente, nove pessoas haviam sido detidas, mas três foram liberadas após o avanço das investigações indicar que não participaram do crime.
Além disso, três integrantes do grupo suspeito, entre eles o suposto líder identificado como “Caleb”, morreram durante confronto com a polícia na madrugada desta quarta-feira (9), em uma operação realizada em Teotônio Vilela, no Agreste alagoano. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o trio estava escondido na zona rural da cidade e reagiu com disparos à aproximação das equipes policiais.
No total, a quadrilha responsável pelo crime seria formada por 17 pessoas. Imagens de câmeras de segurança mostraram a movimentação dos suspeitos no dia do homicídio. Parte do grupo invadiu a casa da vítima, enquanto outros ficaram do lado de fora, dando cobertura. A motivação do crime estaria relacionada a uma disputa entre facções criminosas pelo controle do tráfico na região.
Até o momento, cinco pessoas permanecem presas, três morreram em confronto e seis estão foragidas. As investigações continuam sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e da comissão instituída pela SSP para apurar o caso.
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