Braskem ainda não foi intimada sobre desvalorização de 22 mil imóveis, mas promete reação
Defensoria Pública cobra reparação por prejuízos causados a imóveis na região próxima a área afetada pela mineração

A Braskem afirmou, por meio de um comunicado ao mercado, que ainda não foi intimada na ação movida pela Defensoria Pública do Estado de Alagoas, que cobra reparação por danos causados a cerca de 22 mil imóveis em Maceió, afetados pela instabilidade geológica provocada pela mineração de sal-gema na capital.
Segundo a Defensoria, a ação pede que a empresa seja condenada a indenizar os proprietários e moradores da região por prejuízos causados pela desvalorização dos imóveis, mesmo aqueles fora das áreas diretamente desocupadas. O órgão argumenta que muitos moradores enfrentam dificuldades para vender, alugar ou reformar seus imóveis, afetados pela perda generalizada de valor no mercado.
No comunicado enviado ao portal 7Segundos, a Braskem declara que ainda não foi intimada, mas que tomará as medidas pertinentes.
"A Companhia informa que não foi intimada nos autos da referida ação, mas avaliará e tomará as medidas pertinentes nos prazos legais aplicáveis e manterá o mercado informado sobre qualquer desdobramento relevante sobre o assunto” disse a Braskem.
A petição da Defensoria estima que a ação pode beneficiar moradores de bairros como Farol, Pinheiro, Bom Parto, Bebedouro, Gruta de Lourdes, Pitanguinha, Levada, mesmo que seus imóveis não estejam incluídos no plano de desocupação e compensação financeira.
A iniciativa judicial busca garantir indenizações adicionais com base na tese de que o problema socioeconômico da desvalorização foi amplo, progressivo e permanente, atingindo diretamente o patrimônio e a qualidade de vida de milhares de famílias que não foram contempladas em acordos anteriores.
O defensor público Ricardo Melro, um dos responsáveis pela ação movida contra a Braskem, acredita que a queda no valor dos imóveis não decorre de fatores econômicos normais, mas de uma anomalia provocada por um colapso ambiental.
“A desvalorização é um fato público e notório, que decorre, principalmente, da proximidade com as áreas evacuadas, mas também dos danos que continuam a surgir: trincas, rachaduras… É simples: onde todos querem sair, ninguém quer entrar. A desvalorização é pública e notória, reflexo direto do colapso urbano que transformou bairros inteiros em desertos cinzentos”, afirmou o defensor.
Últimas notícias

Feriado do dia 7 de setembro, que cai no domingo, será movido para segunda-feira?

Feira da Agricultura Familiar faz sucesso na Praça da Independência em Palmeira dos Índios

IMA aponta 20 trechos impróprios para banho no litoral de Alagoas; confira

Arapiraca vai torcer pelo ASA no 1º jogo de acesso à Série C no telão ao vivo no Bosque

Polícia cumpre mandado de prisão por estupro de vulnerável em Canapi

FPI flagra trabalho degradante em pedreiras de Estrela de Alagoas, no Sertão de AL
Vídeos e noticias mais lidas

Alvo da PF por desvio de recursos da merenda, ex-primeira dama concede entrevista como ‘especialista’ em educação

12 mil professores devem receber rateio do Fundeb nesta sexta-feira

Filho de vereador é suspeito de executar jovem durante festa na zona rural de Batalha

Marido e mulher são executados durante caminhada, em Limoeiro de Anadia
