Motorista que forjou sequestro para receber seguro tinha carro com busca e apreensão e era cobrado por bancos
Polícia Civil aponta que homem agiu sozinho e tentava escapar de dívidas acumuladas com instituições financeiras e colegas de trabalho
A Polícia Civil de Alagoas revelou novos detalhes sobre o caso do motorista por aplicativo que simulou o próprio sequestro e incendiou o próprio carro para receber uma indenização da seguradora. Investigações apontaram que o homem enfrentava sérias dificuldades financeiras, incluindo dívidas bancárias e cobranças judiciais. O veículo queimado, inclusive, já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão por falta de pagamento das parcelas do financiamento.
O episódio teve início no sábado (12), quando o motorista relatou à polícia ter sido sequestrado no bairro Benedito Bentes, levado para uma área isolada e queimado vivo por criminosos, conseguindo escapar com vida. No dia seguinte, apareceu nas redes sociais com queimaduras nos braços e pernas, pedindo ajuda financeira.
Contudo, imagens de câmeras de segurança mostraram que ele havia parado em um posto para comprar gasolina pouco antes do suposto crime — fato omitido em seu primeiro depoimento. Confrontado pelos investigadores, confessou que agiu sozinho e tentou fraudar a seguradora para receber cerca de R$ 50 mil.
“Ele falou que devia valores a algumas pessoas, colegas de trabalho. Ouvimos essas pessoas que realmente confirmaram que estava passando por dificuldades financeiras. Pesquisamos processos judiciais e encontramos vários processos de bancos cobrando valores contra ele. Este veículo estava com busca e apreensão pelo banco, porque ele não estava conseguindo pagar as prestações e o nome estava negativado. Verificamos que ele agiu sozinho”, informou o delegado João Marcello.
O motorista será indiciado por estelionato, comunicação falsa de crime e falsidade ideológica.
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