Alta hospitalar para a morte? MP denuncia abandono de pacientes sem condições de autocuidado em Alagoas
Esse foi o alerta feito durante audiência pública realizada nesta sexta-feira (22), em Maceió
O que acontece com pessoas em situação de rua ou sem família que, mesmo ainda precisando de cuidados médicos, recebem alta hospitalar em Alagoas? A resposta choca: muitos são devolvidos às ruas, sem apoio do poder público, e acabam morrendo ou agravando sua condição de saúde.
Esse foi o alerta feito durante audiência pública realizada nesta sexta-feira (22), em Maceió, pelo Ministério Público Estadual (MPAL), Ministério Público Federal (MPF) e Defensoria Pública (DPE). A conclusão dos órgãos é unânime: o estado e o município não têm políticas públicas suficientes para acolher pacientes que não possuem condições de autocuidado após a alta hospitalar.
“Já houve casos de pessoas em situação de rua que receberam alta e morreram logo depois, porque não havia suporte. Isso é um caso de desídia total dos gestores para com o cidadão”, afirmou a promotora Micheline Tenório, do MPAL.
Além da falta de vagas em abrigos e casas de acolhimento, as instituições que existem não estão preparadas para receber pacientes com limitações físicas ou que exigem cuidados contínuos. “É urgente que essa política pública seja efetivada, inclusive com financiamento adequado”, destacou o defensor público Isaac Souto.
A mobilização não deve parar por aí: MPAL, MPF e DPE avaliam ingressar com uma Ação Civil Pública contra o poder público, enquanto vereadores já sinalizaram a realização de uma nova audiência na Câmara Municipal.
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