AVC Dá Sinais: programa alagoano ganha reconhecimento nacional e internacional
Estratégia implantada pela Sesau foi disseminado para médicos do Japão, Uruguai e África do Sul
O Programa AVC Dá Sinais, implantado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), vem se consolidando como um dos maiores marcos da Rede Estadual de Saúde Pública e já ultrapassa fronteiras, sendo reconhecido em eventos e congressos nacionais e internacionais. A estratégia, que alia informação, rapidez e tecnologia para salvar vidas e minimizar sequelas do Acidente Vascular Cerebral (AVC), uma das doenças que mais mata no Brasil e no mundo, tem chamado a atenção fora do Estado.
O AVC Dá Sinais já foi apresentado em encontros de grande relevância, como o Global Stroke Alliance, em São Paulo; o Congresso Brasileiro de AVC, no Paraná; e o IV Encontro Nacional de Unidades de AVC. O programa também foi destaque também no I Encontro da Linha de Cuidado do AVC, em Brasília, além da Jornada Alagoana de Neurologia.
Delegações de outros estados e até de fora do Brasil já visitaram Alagoas para conhecer a experiência de perto. O uso do aplicativo de telemedicina, que conecta as unidades de saúde e agiliza a tomada de decisão médica, é uma das inovações que tornam o programa referência.
O secretário de Estado da Saúde, médico Gustavo Pontes de Miranda, salienta que o Programa AVC Dá Sinais é um exemplo de como a tecnologia e a gestão eficiente podem transformar a realidade da saúde pública em Alagoas. “O AVC Dá Sinais é uma das maiores provas de que investir em inovação e em equipes qualificadas salva vidas. A telemedicina nos permite chegar mais longe, com mais precisão e humanização”, pontua o titular da Sesau.
Estrutura
Com essa rede estruturada, tecnologia de ponta e profissionais capacitados, o AVC Dá Sinais mostra que Alagoas não apenas salvou milhares de vidas, mas também se tornou modelo para o Brasil e para o mundo. O AVC Dá Sinais conta com seis hospitais de referência em todo o Estado: o Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), o Hospital Geral do Estado (HGE), o Hospital Regional da Mata (HRM), o Hospital do Alto Sertão (HRAS) e o Hospital de Emergência do Agreste (HEA).
Somente em 2024, o AVC atendeu 1.726 alagoanos, dos quais 1.070 tiveram AVC confirmado. Destes, 121 foram submetidos à trombólise, tratamento que pode dissolver coágulos e restaurar o fluxo sanguíneo no cérebro. Os números representam um crescimento em relação a 2023, quando foram 1.623 atendimentos, 985 confirmações de AVC e 119 trombólises.
Desde sua criação, em 2021, já foram 6.590 atendimentos, com 4.116 casos confirmados. Além disso, foram realizadas 504 trombólises e 137 trombectomias. Cada número traduz um paciente que teve acesso ao tratamento adequado em tempo hábil, o que muitas vezes significou a diferença entre a vida, a morte ou a redução de sequelas.
“Tempo é Cérebro"
Para o neurologista Matheus Pires, coordenador do programa, a rapidez é decisiva. “Quando falamos em AVC isquêmico, temos uma janela muito curta para o tratamento. A trombólise deve ser realizada em até 4 horas e 30 minutos após o início dos sintomas, e a trombectomia em até 8 horas. Por isso, precisamos que a população saiba reconhecer os sinais e procure ajuda imediatamente. Cada minuto faz diferença na preservação das funções do cérebro”, frisou.
Um diferencial do programa é a existência do Ambulatório Pós-AVC, no HMA, que garante o acompanhamento neurológico e a reabilitação dos pacientes. O diretor do hospital, Filipe Fernandes, ressaltou que esse é um pilar essencial. “Precisamos garantir que o paciente tenha suporte depois, para se recuperar com qualidade. Essa continuidade faz toda a diferença no tratamento dos pacientes acometidos pela doença em Alagoas”, salientou.
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