UPAs de Maceió registram quase mil atendimentos de casos de conjuntivite
Casos nas UPAs Benedito Bentes e Santa Lúcia cresceram mais de 200% em comparação com 2024, acendendo alerta para prevenção e cuidados com a doença
De janeiro a agosto, as UPAs Benedito Bentes e Santa Lúcia atenderam 904 casos de conjuntivite, um aumento de 198,17% e 203,14%, respectivamente, em comparação com 2024
Maceió (AL), setembro de 2025 - As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Benedito Bentes e Santa Lúcia, em Maceió, têm registrado um crescimento expressivo no número de pacientes com conjuntivite. A doença, que provoca vermelhidão, coceira, ardência e secreção nos olhos, tem sido motivo para um alerta à prevenção e tratamento contra a doença.
De 1º de janeiro a 31 de agosto deste ano, as duas unidades, geridas pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), com apoio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Maceió, somaram 904 casos, sendo 325 na UPA Benedito Bentes e 579 na UPA Santa Lúcia. Em comparação com o mesmo período, em 2024, ambos os prontos atendimentos alcançaram 300 atendimentos, com 109 e 191 casos, respectivamente, nestas UPAs.
O levantamento demonstra um aumento alarmante no número de casos, em 2025, com 198,17% e 203,14%, respectivamente, nas UPAs Benedito Bentes e Santa Lúcia.
“Os atendimentos por casos de conjuntivite têm aumentado bastante em nossa unidade, até nos assustamos quando vimos os números”, destaca Júlio César, diretor-geral da UPA Benedito Bentes. “Isso mostra que a transmissão está acelerada, por isso é importante que a população redobre os cuidados contra a doença”, acrescenta.
Sintomas, tratamento e prevenção
De acordo com o Ministério da Saúde, a conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. Em geral, ataca os dois olhos, pode durar de 7 a 15 dias e não costuma deixar sequelas. Pode ser aguda ou crônica e afetar um ou os dois olhos.
A conjuntivite se manifesta com os olhos avermelhados, lacrimejamento, sensação de estar com “areia” nos olhos, coceira e, em alguns casos, secreção amarelada. Embora a maioria dos episódios melhore em até 10 dias, especialistas recomendam procurar atendimento médico se houver dor intensa, visão embaçada ou piora do quadro.
O tratamento é determinado pelo agente causador da doença. Para a conjuntivite viral não existem medicamentos específicos, já para a conjuntivite bacteriana é indicado o uso de colírios antibióticos, que devem ser prescritos por um médico, pois podem ocorrer sérias complicações e o agravamento do quadro.
Cuidados especiais com a higiene ajudam a controlar o contágio e a evolução da doença. Qualquer que seja o caso, porém, é fundamental lavar os olhos e fazer compressas com água gelada, desde que filtrada e fervida, ou com soro fisiológico comprado em farmácias ou distribuído nos postos de saúde.
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