Caso Albino: Um ano após prisão, Polícia Civil relembra captura de serial killer
Há um ano, a Polícia Civil de Alagoas conseguiu interromper uma série de assassinatos que ocorriam em Maceió
O responsável era Albino Santos de Lima, um dos maiores serial killers do Brasil, responsável por 18 homicídios consumados e 6 tentativas de homicídio.
O trabalho investigativo, conduzido pela equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em conjunto com a equipe da Polícia Científica, foi marcado pela dedicação, pelo rigor técnico e pela integração de esforços, resultando na prisão do criminoso em 17 de setembro de 2024.A investigação revelou que Albino seguia um padrão meticuloso para escolher e atacar suas vítimas.
Jovens morenas, bonitas e com perfis abertos no Instagram eram monitoradas por meses, sem qualquer contato virtual, em um processo que ele chamava de “trabalho de inteligência”. As execuções ocorriam à noite: o assassino deslocava-se a pé, trajando roupas pretas, boné, e surpreendia as vítimas com disparos na cabeça, utilizando uma pistola calibre .380 pertencente ao seu pai.
Um quebra-cabeça revelado pela investigação
A delegada Tacyane Ribeiro, coordenadora da DHPP, destacou a complexidade do caso e a frieza do assassino. “Teve vítima que ele monitorou por seis meses. Ele estudava a rotina de mulheres jovens em perfis abertos no Instagram e só então decidia o momento do ataque. Esse planejamento, associado ao fato de agir sempre à noite, dificultava muito a obtenção de imagens de qualidade nas câmeras de segurança”, relatou.
De acordo com o delegado Gilson Rego, da DHPP, chegar ao criminoso exigiu minúcia e perseverança. “Foi como montar um quebra-cabeça. Nos primeiros meses, ele agia em um raio pequeno, o que confundiu o trabalho policial. Com o tempo, passou a expandir sua área de atuação e deixou rastros que conseguimos cruzar, chegando à sua identificação”, explicou.
Tecnologia a serviço da apuração
Durante a investigação foi feita a análise, por meio da perícia da Polícia Científica, do celular de Albino, apreendido no momento da prisão. Mesmo após ter sido formatado, o trabalho de perícia conseguiu recuperar dados que comprovaram o modo de agir do criminoso.
Foram encontrados diretórios intitulados “odiada Instagram” e “mortes especiais”, além de registros fotográficos do assassino em cemitérios públicos e diante de túmulos de algumas de suas vítimas. Essas provas reforçaram a convicção dos investigadores e deram robustez aos inquéritos policiais, sustentando as condenações que ocorreram posteriormente.
Em 2025, Albino Santos de Lima recebeu sentenças que, somadas, ultrapassam 100 anos de prisão. O maior caso de homicídios em série em Alagoas.
O levantamento policial detalhou a distribuição geográfica dos crimes. Entre 2019 e 2020, quando residia no bairro Petrópolis, Albino assassinou oito pessoas em um raio de apenas 270 metros de sua casa. Já entre 2023 e 2024, morando no Vergel do Lago, o serial killer cometeu dez homicídios em um raio de 800 metros de sua residência.
Essa proximidade dos locais dos crimes demonstrava tanto a ousadia quanto a confiança do criminoso em não ser identificado.
Compromisso com a sociedade
O desfecho do caso simboliza a eficiência e a determinação da Polícia Civil de Alagoas.
Por meio do empenho das equipes, coordenadas pelos delegados Tacyane Ribeiro e Gilson Rego, assim como do trabalho da Polícia Científica, foi possível interromper a trajetória de violência de um dos criminosos mais perigosos já registrados no estado. "A atuação firme da Polícia Civil e a união das equipes permitiram dar uma resposta rápida e contundente à sociedade, garantindo que um criminoso não continuasse fazendo vítimas”, reforçou a delegada Tacyane Ribeiro.
A Polícia Civil de Alagoas reafirma seu compromisso permanente com a proteção da sociedade alagoana, atuando com rigor técnico, inteligência investigativa e dedicação incansável para enfrentar até mesmo os crimes mais complexos.
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