Por que a primeira-dama francesa precisará provar que é mulher?
As informações foram reveladas pela BBC na quinta-feira (18)
A primeira-dama da França, Brigitte Macron, afirmou que irá provar que é mulher como parte de um processo judicial que move nos Estados Unidos contra a influenciadora de direita Candace Owens. As informações foram reveladas pela BBC na quinta-feira (18).
▶️ Contexto: A influenciadora norte-americana disse várias vezes que Brigitte nasceu homem. Ela tem milhões de seguidores nas redes sociais e já trabalhou em veículos conservadores.
Em março de 2024, Candace afirmou que apostaria "toda a sua reputação profissional" na informação sobre a designação sexual da primeira-dama.
A história, no entanto, começou a circular alguns anos antes e ganhou repercussão depois que duas blogueiras francesas comentaram as alegações em 2021.
Brigitte e o marido, Emmanuel Macron, chegaram a vencer um processo judicial contra as blogueiras, mas a decisão foi revertida neste ano.
Agora, o casal também move um processo de difamação contra Candace Owens nos Estados Unidos.
O casal Macron ajuizou a ação no estado de Delaware. Em entrevista ao podcast da BBC Fame Under Fire, o advogado do casal, Tom Clare, afirmou que a primeira-dama considera as alegações "profundamente perturbadoras".
Nos EUA, autores de processos de difamação precisam provar a "malícia real" do acusado.
Ou seja, o casal terá de apresentar no tribunal evidências de que a influenciadora espalhou informações falsas conscientemente.
Clare disse que a defesa irá apresentar fotos de Brigitte grávida e criando os filhos.
Segundo ele, também serão apresentados "testemunhos de especialistas de natureza científica", sem detalhar quais.
"É profundamente perturbador pensar que alguém precisa se submeter a esse tipo de prova", disse Clare.
O advogado afirmou ainda que Brigitte está disposta "a fazer o que for preciso" para esclarecer os fatos. Ele acrescentou que o presidente francês também foi impactado pelas alegações. No mês passado, em entrevista à Paris Match, Macron disse que buscou a Justiça por uma questão de honra.
"Trata-se de alguém que sabia perfeitamente que tinha informações falsas e agiu com o objetivo de causar dano, a serviço de uma ideologia e com elos comprovados com líderes da extrema direita", afirmou.
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