Lula abre debate da Assembleia Geral da ONU hoje e deve fazer contraponto a Trump
Brasil abre os debates, seguido pelos Estados Unidos; discursos ocorrem no dia seguinte às novas sanções dos EUA contra cidadãos brasileiros após condenação de Bolsonaro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abre na manhã desta terça-feira (23) o debate de líderes da 80ª edição da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) diante da expectativa por um discurso que sirva de contraponto às posições do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A fala de Lula ocorre no dia seguinte à nova rodada de sanções do governo americano a cidadãos brasileiros como reação à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Lula iniciou no domingo (21) sua primeira viagem aos EUA, a Nova York, desde a posse de Trump, em janeiro. Com o tarifaço, é o pior momento das relações entre Brasil e EUA nas últimas décadas.
Lula manterá a tradição de, como representante do Brasil, inaugurar o Debate Geral de presidentes, primeiros-ministros e diplomatas dos 193 países da ONU. A sessão está marcada para começar às 10 horas (horário de Brasília).
O segundo a discursar é o representante americano. Trump participa pela primeira vez da assembleia após retornar à Casa Branca. Assim, há possibilidade de que Lula e Trump se cruzem nos corredores da ONU e que um assista o discurso do outro.
Discurso de Lula na ONU
Lula e Trump trocaram críticas frequentes nos últimos meses, em especial desde que os Estados Unidos sobretaxaram em 50% produtos brasileiros, com o argumento de tentar encerrar uma "caça às bruxas" a Bolsonaro.
Trump tentou, sem sucesso, interferir no julgamento do ex-presidente, condenado a 27 anos e três meses de pena pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe.
Lula criticou o americano pelo ataque à soberania nacional e, após o julgamento, tem destacado a independência do STF. Esse contexto influenciou a confecção do discurso desta terça, que deve abordar:
- soberania nacional;
- defesa da democracia e do multilateralismo;
- crítica ao protecionismo e taxações;
- reforma da ONU;
- COP30 e preservação ambiental;
- guerras na Faixa de Gaza e na Ucrânia.
Lula tem opiniões contrárias a Trump nos principais pontos do discurso. Segundo auxiliares, a intenção é marcar posição e reforçar a imagem de antagonista, mesmo que não seja necessário citar o nome do presidente americano.
Autoridades sancionadas
Lula fará seu discurso no dia seguinte ao anúncio pelo governo Trump da revogação do visto americano do advogado-geral da União, Jorge Messias, e da sanção financeira com a lei Magnitsky a Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes.
Com a sanção, todos os eventuais bens de Viviane nos EUA estão bloqueados, assim como qualquer empresa que esteja ligada a ela.
O governo americano já havia feito o mesmo com Alexandre de Moraes em julho. Nem o ministro, nem a esposa podem realizar transações com cidadãos e empresas dos EUA — usando cartões de crédito de bandeira americana, por exemplo.
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