Trump: 'Encontrei Lula, nos abraçamos e vamos nos encontrar na semana que vem'
Defesa da soberania, crítica à anistia, regulação das plataformas e genocídio em Gaza: veja os recados de Lula na ONU
Em seu discurso na ONU, o presidente americano, Donald Trump, disse ter se encontrado com o presidente Lula. Os dois teriam se abraçado e concordaram em se encontrar na semana que vem para debater as retaliações que os EUA vêm aplicando ao Brasil por conta do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. A fala de Trump aconteceu após o discurso do presidente brasileiro, que fez várias críticas indiretas ao americano.
'Ele gostou de mim, eu gostei dele. Tivemos ótima química e vamos nos encontrar semana que vem', disse Trump sobre Lula.
Durante o discurso — no qual ele também exaltou seu próprio governo e criticou a ONU, Trump diz que teve "uma química excelente" com o presidente brasileiro, "que pareceu um cara muito agradável".
"Não tivemos muito tempo para conversar, tipo uns 20 segundos (...). Mas ele pareceu um homem muito legal. Na verdade, ele gostou de mim, e eu gostei dele".
Lula, presente no plenário, mostrou-se surpreso com as declarações. Antes disso, Lula fez um discurso reafirmando a defesa da soberania brasileira. Sem citar o líder americano Donald Trump diretamente, Lula voltou a criticar o tarifaço de 50% imposto pelo americano a exportações brasileiras.
O presidente Lula iniciou seu discurso com a defesa da soberania dos países, em uma reação à taxação do Brasil pelos Estados Unidos e às sanções aplicadas contra integrantes do governo e ao Judiciário brasileiro.
Lula disse que "mesmo sob ataques sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender sua democracia", em alusão ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
— Falsos patriotas arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade. Há poucos dias e pela primeira vez em 525 anos de nossa história, um ex-chefe de Estado foi condenado por atentar contra o Estado Democrático de Direito. Foi investigado, indiciado, julgado e responsabilizado pelos seus atos em um processo minucioso. Teve amplo direito de defesa, prerrogativas que as ditaduras negam às suas vítimas. Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos autocratas e àqueles que os apoiam. Nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis.
Também sem citar o nome de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Lula criticou a ação do deputado nos Estados Unidos para ampliar sanções do país contra o Brasil e autoridades brasileiras.
— Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente e saudosa diante de antigas hegemonias — afirmou.
Lula se mostrou preocupado com o que chamou de "forças antidemocráticas" ao redor do mundo e associou a crise do multilateralismo com a da democracia globalmente. Lula defendeu na ONU a regulamentação das plataformas digitais. O presidente afirmou que as redes sociais "tem sido usadas para semear intolerância, misoginia, xenofobia, homofobia e desinformação". Na esteira do anúncio de tarifaços dos EUA contra o Brasil e outros países, a exemplo da China e da Índia, Lula defendeu uma reforma na Organização Mundial do Comércio (OMC) para fortalecer o sistema multilateral para contrapor o protecionismo.
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