Operação nacional identifica desmatamento em Maceió e aplica multa de R$ 20 mil
Ação nacional chega à 8ª edição e deve vistoriar 51 áreas suspeitas de desmate ilegal em 20 municípios alagoanos
Teve início na manhã desta segunda-feira (29), com apoio do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), a fase de campo da operação nacional “Mata Atlântica em Pé”, que tem por objetivo confirmar locais de desmatamento ilegal e punir os infratores. Pelos próximos 15 dias, 51 alvos devem ser visitados em 20 municípios alagoanos. A atividade, que está em sua 8ª edição, é realizada em 17 estados de ocorrência desse bioma.
No primeiro alvo visitado na manhã de hoje, na região do Jardim Petrópolis, em Maceió, a equipe confirmou o desmatamento em uma área de 3,21 hectares, que equivalem a três campos e meio de futebol.
A chegada até essa área foi possível porque, ainda na fase interna da operação, os profissionais dos órgãos ambientais recebem informações da Polícia Federal, obtidas por meio do “Brasil Mais” e do “MapBiomas”, sistemas com dados de satélites que indicam a localização de possíveis desmatamentos ilegais. Em campo, a equipe utiliza drones para confirmar a existência e a extensão do dano ambiental.
Devido à constatação do desmatamento, o proprietário da área situada no Jardim Petrópolis receberá um auto de infração do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) no valor de R$ 20 mil, acerca do qual poderá apresentar defesa administrativa, e ainda poderá responder em âmbito civil e criminal.
A operação nacional “Mata Atlântica em Pé” tem apoio do MPAL, Ministério Público Federal (MPF), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) e Batalhão de Polícia Ambiental (BPA/PM).
“A Operação Mata Atlântica é um esforço conjunto fundamental para proteger um dos biomas mais ameaçados do país. A participação do Ibama em Alagoas reforça o compromisso com o combate ao desmatamento ilegal e a preservação da biodiversidade, garantindo que a legislação ambiental seja cumprida e que as futuras gerações possam herdar um patrimônio natural protegido”, salientou o superintendente do órgão no estado, Rivaldo Couto.
Para o promotor de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Alberto Fonseca, a iniciativa é importantíssima para a conservação da Mata Atlântica, o maior “hotspot” para conservação da biodiversidade do planeta. “É com grata satisfação que, mais uma vez, Alagoas participa dessa operação, principalmente sabendo que mais de 90% da cobertura original desse bioma já foram perdidos por interferência humana”, reforçou.
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