Caso Beatriz: Serial killer volta ao banco dos réus por mais um homicídio nesta quinta (13)
Com este novo julgamento, Albino enfrenta o sexto júri popular. No último julgamento, em 31 de outubro, ele foi condenado a 27 anos, um mês e 10 dias de prisão pelo feminicídio
“Resolvi tirar esse câncer da sociedade.” A frase, dita friamente por Albino dos Santos Lima, conhecido nacionalmente como o “serial killer de Alagoas”, resume a crueldade de uma sequência de crimes que chocou o estado. Nesta quinta-feira (13), Albino volta ao banco dos réus para responder, a pedido do Ministério Público de Alagoas (MPAL), pelo feminicídio de Beatriz Henrique da Silva, crime cometido com motivo torpe e sem chance de defesa da vítima. O julgamento será conduzido pelo promotor Antônio Vilas Boas e está previsto para começar às 9h.
O assassinato ocorreu na Rua Cabo Reis, no bairro Ponta Grossa, em Maceió, onde o réu morava. Segundo a denúncia, Albino invadiu o imóvel durante a madrugada, por volta das 3h, enquanto Beatriz dormia com o filho, de apenas quatro anos. Os disparos atingiram a vítima fatalmente e também atingiram a criança, que sobreviveu. O Ministério Público aponta que o acusado assumiu o risco de matar o menino, demonstrando frieza e prazer em executar seus planos.
A autoria do crime foi confirmada após outro assassinato cometido por Albino, com o mesmo modus operandi. Em uma de suas prisões, foram apreendidos máscaras, luvas pretas, munições e uma pistola calibre .380. A Polícia Científica comprovou, por meio de confronto balístico, que os projéteis retirados do corpo de Beatriz foram disparados pela mesma arma utilizada em outros crimes do réu.
De acordo com laudos médicos, Albino não apresenta qualquer transtorno psiquiátrico. Ele escolhia suas vítimas, planejava os ataques e matava por prazer, chegando a tirar autorretratos nos túmulos de pessoas que assassinava — homens e mulheres.
No caso de Beatriz, o criminoso admitiu ter seguido os passos da vítima por cerca de um ano, alegando que, “após um trabalho de inteligência”, decidiu matá-la por considerá-la uma “doença incurável”. Em suas justificativas, ele afirmava que as vítimas seriam “faccionadas” e não deveriam viver em sociedade — tese desmentida pelo Ministério Público, que o define como um psicopata frio e dissimulado, que se divertia ao praticar uma falsa forma de “justiçamento”.
Com este novo julgamento, Albino enfrenta o sexto júri popular. No último julgamento, em 31 de outubro, ele foi condenado a 27 anos, um mês e 10 dias de prisão pelo feminicídio de Tâmara Vanessa dos Santos, de 21 anos, e pelas tentativas de homicídio contra José Gustavo Carvalho (esposo da vítima) e Leidjane Gomes de Freitas (mãe de santo do casal). Somadas, suas condenações já ultrapassam 140 anos e nove meses de prisão em regime fechado.
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