‘Ao confessar os crimes, Albino demonstra a sua bondade’, diz advogado durante 6º julgamento de serial killer
Diante do juiz, Albino confessou o crime, mas alegou, novamente, ter agido sob influência do Arcanjo Miguel
O sexto júri de Albino Santos de Lima, conhecido como “serial killer de Alagoas”, começou nesta quinta-feira (13), em Maceió, com a confissão de que ele atirou contra Beatriz Henrique da Silva e o filho dela, de quatro anos, dentro da casa da vítima, na Ponta Grossa. Beatriz morreu na hora; a criança foi atingida durante o ataque.
Diante do juiz, Albino confessou o crime, mas alegou, novamente, ter agido sob influência do Arcanjo Miguel, repetindo a narrativa mística que apresentou em outros julgamentos. O réu disse ter sido “despertado” por uma ordem divina, no dia da execução de Beatriz, e negou lembrar do crime. Ele se recusou a responder às perguntas do Ministério Público, órgão responsável pela acusação no Tribunal.
O promotor Antônio Vilas Boas rebateu, chamando o caso de “filme de terror sem fim” e reforçando que o réu estudava os hábitos das vítimas, seguia mulheres nas redes sociais e registrava datas dos homicídios no celular. O MP exibiu vídeos, prints e laudos para demonstrar a frieza e o padrão dos crimes. O laudo psiquiátrico apresentado confirma que Albino é imputável e tinha plena consciência de seus atos.
A defesa, ainda feita pelo advogado Geoberto Luna, insistiu na tese de insanidade, afirmando que Albino agia sob delírios espirituais e pedindo que os jurados considerassem sua suposta incapacidade mental. Novamente o advogado de Albino pediu desculpas à família da vítima, e causou indignação aos presentes ao citar que o réu, ao confessar os crimes, demonstra a sua “bondade”.
Ele ainda apelou para a fé dos presentes, afirmando que o júri deveria acreditar na versão de Albino: "Vocês que são cristãos, a maioria aqui deve ser cristão, deveriam acreditar no que o Albino diz, no que ele crê", disse a defesa.
Com acusação e defesa já ouvidas, o julgamento segue para a fase de votação dos jurados. Albino já acumula 126 anos de prisão por outros crimes e será julgado novamente em janeiro.
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