MPAL abre procedimento administrativo para apurar fuga de major da PM que matou o próprio filho
De acordo com o MPAL, a medida foi adotada devido à complexidade do caso e ao volume de diligências necessárias para apuração dos fatos
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) instaurou um Procedimento Administrativo para aprofundar a investigação sobre a fuga do major da Polícia Militar que, após escapar da Academia da PM em julho deste ano, matou o próprio filho de 10 anos e o ex-cunhado, durante um ataque à família da ex-companheira em Maceió. A portaria, assinada na última terça-feira (11) pela 62ª Promotoria de Justiça da Capital, reforça a necessidade de esclarecer possíveis falhas na custódia do oficial, que estava preso por violência doméstica.
De acordo com o MPAL, a medida foi adotada devido à complexidade do caso e ao volume de diligências necessárias para apuração dos fatos. A promotoria já havia solicitado informações ao Comando-Geral da PM, à Corregedoria da corporação, à Polícia Civil, ao Instituto de Criminalística, ao Instituto Médico Legal, ao SAMU e a outras unidades envolvidas na ocorrência. Como a Notícia de Fato instaurada inicialmente ultrapassou o prazo de tramitação, o Ministério Público decidiu convertê-la em Procedimento Administrativo, permitindo uma investigação mais ampla e detalhada.
O caso ganhou grande repercussão após o major Pedro Silva, que em junho havia invadido a casa da ex-companheira e feito familiares reféns, fugir da Academia da PM, onde estava sob custódia, e cometer os homicídios. Depois de horas mantendo familiares como reféns no bairro Trapiche da Barra, ele acabou morto durante a intervenção do Bope.
A fuga também desencadeou mudanças internas na Polícia Militar. Dias após a tragédia, o comandante da Academia da PM foi exonerado, e seis militares foram transferidos em caráter excepcional. Embora a corporação afirme que as alterações fazem parte de movimentações administrativas rotineiras, o episódio segue sendo investigado pela Polícia Civil e agora também pelo Ministério Público sob a perspectiva do controle externo da atividade policial.
Com a abertura do Procedimento Administrativo, o MPAL determinou o registro formal do caso, a publicação da portaria e a continuidade das diligências necessárias para avaliar responsabilidades e eventuais falhas que tenham contribuído para o desfecho trágico.
Últimas notícias
Políticos de Alagoas repercutem crise no STF e ligação entre Moraes e Vorcaro; confira
Menina viraliza ao “dormir no plantão” enquanto bonecas esperam por consulta
Nove ovelhas morrem após ataque de cães em Palmeira dos Índios
Judiciário de Alagoas funciona em regime de plantão no dia 7 de setembro
Justiça determina que obras do Litoral Sul devem observar regramento ambiental federal
Fleming defende impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal
Vídeos e noticias mais lidas
Cliente denuncia demora na entrega de carro após pagar quase R$ 110 mil
Jovem de 24 anos é baleado na mão e suspeitos fogem em São Sebastião
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
ASA vence Goiatuba nos pênaltis e garante acesso á Série C
