Após prisão de Babal Guimarães, Cibele Moura critica ‘regime aberto’ para agressores de mulheres
Para Cibele Moura a reincidência de casos como o de Babal Guimarães resulta em mais feminicídios e novas agressões, reforçando a necessidade de punição severa e efetiva
Durante a sessão dessa quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Alagoas, a deputada estadual Cibele Moura fez um pronunciamento contundente repercutindo a prisão do influenciador Babal Guimarães, após ser novamente flagrado agredindo uma mulher.
Lembrando que, mesmo condenado anteriormente por agressão à ex-companheira, Babal cumpria a pena em regime aberto, a parlamentar afirmou que o caso representa mais um exemplo da fragilidade das medidas adotadas para impedir que novos episódios de violência aconteçam.
“É um cara que aparentemente não tem medo da lei, não tem medo da justiça. E tanto é verdade que este cidadão já foi condenado anteriormente por uma agressão à sua ex-companheira”, destacou.
Cibele enfatizou ainda que, enquanto milhares de mulheres são agredidas e mortas em Alagoas, a sociedade não pode aceitar “que vagabundo tenha prisão em regime aberto. Homem que bate mulher tem que estar vendo o sol nascer quadrado, dentro da cadeia”.
Ela questionou a eficácia das medidas protetivas quando não há fiscalização adequada, citando a determinação judicial que muitas vezes exige apenas que o agressor mantenha distância da vítima: “Lugar de homem que bate em mulher é dentro da cadeia e não tendo um papelzinho que diga para ele ‘ficar a 200 metros da mulher’. Por que não fica”.
Para Cibele Moura a reincidência de casos como o de Babal Guimarães resulta em mais feminicídios e novas agressões, reforçando a necessidade de punição severa e efetiva.
A deputada estadual também defendeu a importância de divulgar amplamente a identidade de homens condenados por violência contra mulheres, como um passo importante para prevenir novas vítimas. Por isso, fez um apelo direto ao Governo do Estado para que seja colocada em prática a lei — de autoria do deputado Alexandre Ayres, que cria um cadastro público com nome e foto de estupradores e agressores de mulheres condenados em definitivo pela Justiça.
“Alagoas precisa saber quem são essas pessoas. E mais do que saber, a gente precisa ter a certeza que vagabundo igual o Babal Guimarães vai ver o sol nascer quadrado”, finalizou Cibele.
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