Estado diz que transferência da Escola Alberto Torres foi imposta por desastre da Braskem
Governo contesta ação da Defensoria Pública que tenta barrar a transferência da unidade escolar
O Governo de Alagoas contestou na Justiça o pedido da Defensoria Pública que tenta barrar a transferência definitiva da Escola Estadual Alberto Torres, antiga unidade do bairro do Bebedouro, em Maceió. Segundo o Estado, a mudança não foi uma decisão administrativa, mas uma medida obrigatória após o colapso geológico causado pela Braskem.
De acordo com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), o prédio da escola foi interditado por risco estrutural, assim como outros equipamentos públicos da região. A retirada da unidade teve como objetivo garantir a segurança de alunos e servidores e assegurar a continuidade do ensino.
Após estudos técnicos, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que não há terrenos adequados nos bairros Bebedouro, Chã do Bebedouro ou Jaqueira para a reconstrução da escola. A alternativa viável, segundo o Estado, foi a construção de uma nova unidade no bairro Benedito Bentes, onde as obras já estão 95% concluídas.
Durante o período de transição, os alunos foram redistribuídos para escolas da região, como a Jornalista Freitas Neto e a Dr. Miguel Guedes Nogueira, garantindo vagas próximas às residências.
O Estado também rebateu a alegação de ilegalidade apontada pela Defensoria, afirmando que a legislação garante vaga próxima à casa do estudante, mas não a manutenção de uma escola em endereço específico. A PGE argumenta ainda que a ação judicial pode causar atraso na entrega da nova unidade e desperdício de recursos públicos.
Outro ponto destacado é que, segundo o Estado, não há risco imediato de prejuízo aos estudantes. A Seduc teria avaliado a capacidade de absorção parcial dos alunos por outras escolas da rede e garantido a continuidade das aulas, inclusive com oferta de transporte escolar, durante o período de transição.
No contestação, o governo pediu que a Justiça rejeite o pedido de tutela de urgência e autorize a continuidade das obras e da reorganização da rede estadual de ensino. A PGE argumenta que a intervenção judicial, neste estágio, poderia gerar insegurança administrativa, desperdício de recursos públicos e prejuízos diretos aos alunos e às famílias afetadas.
Últimas notícias
Homem é atacado com golpes de garrafa e dupla suspeita foge no Tabuleiro
Homem bate na irmã, é preso em Arapiraca e se 'justifica' dizendo que ela não fez a comida
Após anúncio de greve na Ufal, Caio Bebeto ironiza: 'Fazem o L e depois entram em greve'
Idoso é preso após tentar acariciar vizinha e apontar faca para o filho dela em Arapiraca
Francisco Sales critica projeto que reduz impostos beneficiando a Braskem e faz apelo para que senadores alagoanos votem contra
Renan Filho participa da Caravana Federativa em Maceió e reúne prefeitos para destravar investimentos federais em Alagoas
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
