MP pede e Justiça decreta nova prisão de Kel Ferreti por descumprimento de medidas cautelares
Atuação do Ministério Público levou à decisão da Câmara Criminal após constatação de violações às determinações judiciais
A Justiça de Alagoas decretou, nesta quinta-feira (18), a nova prisão de Kleverton Pinheiro de Oliveira, conhecido como Kel Ferreti, após pedido apresentado pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL). A medida foi adotada depois que o órgão ministerial comprovou o descumprimento reiterado das medidas cautelares impostas ao réu, que havia sido condenado pelo crime de estupro e autorizado a recorrer em liberdade.
Kel Ferreti teve a prisão preventiva revogada por decisão de segundo grau, que permitiu que ele aguardasse o julgamento de recursos fora do sistema prisional, desde que cumprisse restrições determinadas pela Justiça. Entre as condições estavam o uso de tornozeleira eletrônica com raio de abrangência zero, a proibição de se ausentar da comarca sem autorização judicial e a obrigação de manter endereço atualizado nos autos.
Segundo o Ministério Público, uma petição encaminhada ao Judiciário ainda no mês de outubro apontou a existência de provas de que o réu vinha descumprindo essas determinações. Publicações em redes sociais indicaram deslocamentos incompatíveis com o monitoramento eletrônico imposto, além do registro de acionamento do botão do pânico pela vítima em pelo menos três ocasiões.
O MPAL também destacou que Kel Ferreti não residia mais no endereço informado à Justiça, sem qualquer comunicação prévia, o que caracteriza violação direta das condições estabelecidas para a concessão do direito de recorrer em liberdade.
Diante dos fatos, o Ministério Público sustentou que “as medidas cautelares diversas da prisão se mostraram insuficientes para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal, requerendo a decretação de nova prisão, nos termos do artigo 282, §4º, do Código de Processo Penal”.
O pedido foi acolhido pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas, que reconheceu o descumprimento das medidas impostas, com base em relatório técnico da Secretaria de Estado de Ressocialização (Seris), e determinou o restabelecimento da prisão do réu.
Ao comentar a decisão, o promotor de Justiça José Carlos Castro afirmou: “O estupro é um crime que violenta o corpo da mulher, atinge sua dignidade mais profunda e deixa marcas que não se apagam com o tempo. Quando o Estado, mesmo diante dessa gravidade, concede ao réu a possibilidade de responder em liberdade, essa concessão vem acompanhada de regras claras e inegociáveis. O descumprimento dessas medidas demonstra desprezo pela Justiça, pela vítima e pela própria condição que lhe foi concedida. Nessas situações, é dever do Ministério Público atuar com firmeza para que a resposta penal seja efetiva, garantindo que o autor do crime seja responsabilizado e, se necessário, tenha sua prisão novamente decretada para a proteção da sociedade e o respeito às decisões judiciais”.
Últimas notícias
Homem é morto com quatro tiros, três na cabeça, no bairro Santa Amélia, em Maceió
Homem é assassinado com seis tiros na cabeça no bairro do Feitosa, em Maceió
Motociclista morre após colisão com carro em frente ao Mirante da Sereia, em Maceió
Briga entre irmãos termina em morte a facadas durante confraternização em Pilar
Recusa sexual termina com mulher agredida, enforcada e arrastada pelos cabelos em Feira Grande
Cão farejador localiza tabletes de maconha escondidos em terreno baldio em Arapiraca
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Corpo encontrado no Bosque das Arapiracas apresentava sinais de violência
Após bebedeira, dois homens se desentendem e trocam tiros em Traipu
Luciano Barbosa irá assinar ordem de serviço para o início das obras na Avenida Pio XII
