Lula repudia ataque dos EUA à Venezuela e diz que prisão de Maduro ultrapassa “linha inaceitável”
Presidente classifica ofensiva como afronta à soberania venezuelana e convoca reunião de emergência no Itamaraty
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repudiou neste sábado (3) os ataques realizados pelos Estados Unidos contra a Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores. Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a ação “ultrapassa uma linha inaceitável” e representa uma grave violação do direito internacional.
Segundo o presidente brasileiro, o ataque configura uma “afronta gravíssima” à soberania venezuelana e estabelece um precedente perigoso para a comunidade internacional.
“Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, escreveu Lula.

Diante da escalada do conflito, o governo brasileiro convocou uma reunião emergencial no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, interrompeu as férias para retornar à capital federal e participar do encontro. Ele estava oficialmente afastado desde 21 de dezembro, com retorno previsto apenas para o dia 6 de janeiro.
Ainda não há detalhes sobre como Lula, que está no Rio de Janeiro, participará da reunião, mas o presidente pediu para ser informado de todos os desdobramentos da crise.
Prisão de Maduro e ofensiva militar
O ataque “de grande escala” foi anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e “levados para fora do país”. A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu publicamente uma “prova de vida” do casal presidencial e afirmou que o governo desconhece o paradeiro dos dois.
As primeiras explosões foram ouvidas em Caracas por volta das 3h da madrugada (horário de Brasília). Além da capital, há registros de bombardeios nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, de acordo com o governo venezuelano. Em comunicado oficial, as autoridades afirmaram que áreas civis e militares foram atingidas.
A vice-presidente venezuelana classificou a ação dos EUA como uma “gravíssima agressão militar” e declarou que os planos de defesa da nação permanecem ativos. O ministro do Interior, Diosdado Cabello, também se pronunciou em rede nacional, pediu calma à população e convocou resistência contra o que chamou de “invasão estrangeira”.
A crise intensifica a tensão diplomática e militar na América Latina e mobiliza governos da região, que acompanham com preocupação os desdobramentos do confronto entre Estados Unidos e Venezuela.
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